Israel recusa investigar crimes em Gaza
O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu decidiu não acatar a deliberação da ONU para que Israel criasse uma comissão de inquérito para investigar os alegados «crimes de guerra» cometidos pelo exército durante o ataque à Faixa de Gaza, em Dezembro e Janeiro últimos.
Em vez disso, Netanyahu optou por formar uma comissão para responder às acusações feitas pela comunidade internacional ao regime de Telavive.
«Não haverá comissão de inquérito com a incumbência de interrogar os soldados e os seus superiores porque os procedimentos já existentes no seio do exército são excelentes», disse um oficial israelita citando Netanyahu.
O primeiro-ministro manteve encontros domingo, 25, com responsáveis de vários ministérios e altas individualidades para «debater questões sensíveis e problemas postos pelo relatório [da ONU] para a diplomacia israelita, o direito internacional em guerra e a opinião pública mundial», declarou o porta-voz do governo, Mark Regev, citado pela Agência Lusa.
«O primeiro-ministro pediu a estes responsáveis para apresentarem as suas recomendações sobre a forma de tratar diferentes aspectos» do relatório, adiantou Regev.
Recorda-se que as Nações Unidas encarregaram o juiz sul-africano Richard Goldstone de redigir um relatório sobre as atrocidades cometidas em Gaza, de que resultaram pelo menos 1413 mortos, dos quais 1400 palestinianos e 13 israelitas. O documento, aprovado na Assembleia Geral da ONU, acusa Israel e o movimento palestiniano Hamas de «crimes de guerra», mas é particularmente crítico em relação a Israel e aconselha que os dados sejam enviados para o Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia se o governo de Telavive e o governo do Hamas não levarem a cabo nos próximos seis meses um «inquérito credível» sobre os procedimentos durante o conflito. Se tal vier a suceder, o TPI pode abrir processos judiciais contra os chefes militares e os líderes políticos israelitas. O Hamas saudou o relatório e manifestou-se disponível para seguir as recomendações da ONU.
Entretanto, um grupo de advogados de vários países europeus decidiram investigar por sua conta e risco os alegados crimes cometidos em Gaza e reunir provas para julgar os responsáveis, informou esta terça-feira, 27, o jornal israelita Haaretz.
O grupo é coordenado a partir de Londres pelo jurista Daniel Makover e integra advogados de Espanha, Holanda, Bélgica e Noruega.
Em vez disso, Netanyahu optou por formar uma comissão para responder às acusações feitas pela comunidade internacional ao regime de Telavive.
«Não haverá comissão de inquérito com a incumbência de interrogar os soldados e os seus superiores porque os procedimentos já existentes no seio do exército são excelentes», disse um oficial israelita citando Netanyahu.
O primeiro-ministro manteve encontros domingo, 25, com responsáveis de vários ministérios e altas individualidades para «debater questões sensíveis e problemas postos pelo relatório [da ONU] para a diplomacia israelita, o direito internacional em guerra e a opinião pública mundial», declarou o porta-voz do governo, Mark Regev, citado pela Agência Lusa.
«O primeiro-ministro pediu a estes responsáveis para apresentarem as suas recomendações sobre a forma de tratar diferentes aspectos» do relatório, adiantou Regev.
Recorda-se que as Nações Unidas encarregaram o juiz sul-africano Richard Goldstone de redigir um relatório sobre as atrocidades cometidas em Gaza, de que resultaram pelo menos 1413 mortos, dos quais 1400 palestinianos e 13 israelitas. O documento, aprovado na Assembleia Geral da ONU, acusa Israel e o movimento palestiniano Hamas de «crimes de guerra», mas é particularmente crítico em relação a Israel e aconselha que os dados sejam enviados para o Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia se o governo de Telavive e o governo do Hamas não levarem a cabo nos próximos seis meses um «inquérito credível» sobre os procedimentos durante o conflito. Se tal vier a suceder, o TPI pode abrir processos judiciais contra os chefes militares e os líderes políticos israelitas. O Hamas saudou o relatório e manifestou-se disponível para seguir as recomendações da ONU.
Entretanto, um grupo de advogados de vários países europeus decidiram investigar por sua conta e risco os alegados crimes cometidos em Gaza e reunir provas para julgar os responsáveis, informou esta terça-feira, 27, o jornal israelita Haaretz.
O grupo é coordenado a partir de Londres pelo jurista Daniel Makover e integra advogados de Espanha, Holanda, Bélgica e Noruega.