Mussolini foi agente britânico
O ditador fascista Benito Mussolini foi recrutado em 1917 pelos serviços de contra-espionagem britânicos (MI5), recebendo o equivalente a 6400 euros por semana para fazer propaganda a favor dos aliados na I Guerra Mundial (Grã-Bretanha e França).
A revelação acaba de ser feita pelo historiador Peter Martland, da Universidade de Cambridge, segundo o qual o futuro duce não se limitava a escrever artigos pró-britânicos no seu jornal, mas também enviava aos serviços de Sua Majestade relatórios de imprensa e relatos das conversas que ouvia nas festas de sociedade.
Como noticia o jornal Le Monde (16.10), o historiador encontrou provas dos pagamentos efectuados a Mussolini nos arquivos de Samuel Hoare, que era na altura o residente do MI5 em Roma.
Samuel Hoare, que entretanto se tornou ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, continuou esta colaboração com o ditador italiano, apoiando-o na invasão da Abissínia (Etiópia) em 1935. Juntamente com o primeiro-ministro francês, Pierre Laval, Hoare chegou a propor uma partilha daquele país favorável aos desígnios de Mussolini. Porém, o negócio gerou um escândalo que forçou Hoare a demitir-se, em Dezembro de 1935, passados apenas seis meses de ter entrado em funções.
A revelação acaba de ser feita pelo historiador Peter Martland, da Universidade de Cambridge, segundo o qual o futuro duce não se limitava a escrever artigos pró-britânicos no seu jornal, mas também enviava aos serviços de Sua Majestade relatórios de imprensa e relatos das conversas que ouvia nas festas de sociedade.
Como noticia o jornal Le Monde (16.10), o historiador encontrou provas dos pagamentos efectuados a Mussolini nos arquivos de Samuel Hoare, que era na altura o residente do MI5 em Roma.
Samuel Hoare, que entretanto se tornou ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, continuou esta colaboração com o ditador italiano, apoiando-o na invasão da Abissínia (Etiópia) em 1935. Juntamente com o primeiro-ministro francês, Pierre Laval, Hoare chegou a propor uma partilha daquele país favorável aos desígnios de Mussolini. Porém, o negócio gerou um escândalo que forçou Hoare a demitir-se, em Dezembro de 1935, passados apenas seis meses de ter entrado em funções.