Reformas anti-sociais derrubam governo
Após o chumbo de várias reformas anti-sociais propostas pelo governo minoritário do Partido Democrata-Liberal, uma moção censura, aprovada dia 13, derrubou finalmente o executivo do primeiro-ministro Emil Boc.
Foi a primeira vez desde 1990 que um governo caiu na Roménia, o que espelha a situação de grave crise que se vive no país, afectado por uma duríssima recessão económica que deixou o Estado em situação de falência técnica.
A política de rigorosa austeridade ditada pelo FMI, União Europeia e Banco Mundial e a consequente agitação social que motivou já tinham levado ao fim da coligação governativa no dia 1, com a saída intempestiva dos sociais-democratas, seguramente fazendo já os seus cálculos eleitorais.
Desde então, as várias reformas leoninas para a população dos regimes de reformas e de salários da função pública foram sucessivamente rejeitadas pela oposição parlamentar, atenta às poderosas movimentações dos vários sectores atingidos, dos professores aos polícias, sem esquecer os magistrados em greve há várias semanas.
Enquanto se espera pelas eleições presidenciais de 22 Novembro (só depois poderão ser convocadas eleições legislativas antecipadas), o chefe do Estado, Traian Basescu, encarregou, na segunda-feira, 19, o economista Lucian Croitoru de formar um novo governo.
A escolha de Croitoru, actualmente conselheiro do governador do Banco Central da Roménia, tem o claro objectivo de acalmar o Fundo Monetário Internacional, que esta semana enviou uma missão ao país para avaliar a possibilidade da concessão de uma nova tranche do empréstimo global de 20 mil milhões de euros acordados em Março.
Num comunicado divulgado após a queda do governo, o FMI avisou as autoridades que esperava ver respeitados os «compromissos», que consistem essencialmente na redução da despesa do Estado, isto é, em cortes indiscriminados nos poucos direitos sociais e nos magros salários dos romenos.
Cabe agora a Lucian Croitoru, que foi representante da Roménia no FMI entre 2003 e 2007, realizar essa tarefa.
Foi a primeira vez desde 1990 que um governo caiu na Roménia, o que espelha a situação de grave crise que se vive no país, afectado por uma duríssima recessão económica que deixou o Estado em situação de falência técnica.
A política de rigorosa austeridade ditada pelo FMI, União Europeia e Banco Mundial e a consequente agitação social que motivou já tinham levado ao fim da coligação governativa no dia 1, com a saída intempestiva dos sociais-democratas, seguramente fazendo já os seus cálculos eleitorais.
Desde então, as várias reformas leoninas para a população dos regimes de reformas e de salários da função pública foram sucessivamente rejeitadas pela oposição parlamentar, atenta às poderosas movimentações dos vários sectores atingidos, dos professores aos polícias, sem esquecer os magistrados em greve há várias semanas.
Enquanto se espera pelas eleições presidenciais de 22 Novembro (só depois poderão ser convocadas eleições legislativas antecipadas), o chefe do Estado, Traian Basescu, encarregou, na segunda-feira, 19, o economista Lucian Croitoru de formar um novo governo.
A escolha de Croitoru, actualmente conselheiro do governador do Banco Central da Roménia, tem o claro objectivo de acalmar o Fundo Monetário Internacional, que esta semana enviou uma missão ao país para avaliar a possibilidade da concessão de uma nova tranche do empréstimo global de 20 mil milhões de euros acordados em Março.
Num comunicado divulgado após a queda do governo, o FMI avisou as autoridades que esperava ver respeitados os «compromissos», que consistem essencialmente na redução da despesa do Estado, isto é, em cortes indiscriminados nos poucos direitos sociais e nos magros salários dos romenos.
Cabe agora a Lucian Croitoru, que foi representante da Roménia no FMI entre 2003 e 2007, realizar essa tarefa.