EUA voltam à carga
O vice-presidente norte-americano considera que a política externa russa está «presa ao passado» e garantiu que os EUA não aceitarão compromissos com Moscovo apenas para melhorar as relações entre as duas superpotências, sobretudo quando a economia da Rússia enfrenta dificuldades e, por isso, o país vê-se obrigado a ceder em questões de segurança nacional e nas relações privilegiadas com as ex-repúblicas soviéticas, disse.
As declarações de Joe Biden publicadas no The Wall Street Journal foram proferidas dias depois do número dois da Casa Branca ter visitado oficialmente a Ucrânia e a Geórgia, e cerca de um mês depois do presidente Barack Obama ter-se reunido em Moscovo com o homólogo Dimitri Medvedev, encontro que terá resultado num alegado degelo das relações entre Washington e Moscovo, tensas devido ao apoio da NATO à Geórgia durante o ataque à Ossétia do Sul, em Agosto de 2008, e em resultado do projecto de instalação de mísseis norte-americanos na Polónia e República Checa.
Reagindo às afirmações de Biden, o assessor do Kremlin para Assuntos Internacionais, Serguei Prikhodko, afirmou que a Rússia está «perplexa» com os comentários e estranhou que Biden relacione o diálogo em torno da redução dos arsenais nucleares com a crise e não com «a responsabilidade da Rússia e dos EUA diante da comunidade internacional».
Prikhodko, citado pela Interfax, questionou ainda a razão que levou «agora o vice-presidente dos EUA a falar publicamente em um tom tão crítico?».
Na semana passada, na Geórgia, Biden segurou o regime de Mikhail Saakashvili e reiterou a intenção dos EUA em integrar o país na Aliança Atlântica, justamente quando o presidente georgiano manifestou, em entrevista publicada na imprensa dos EUA, ter perdido a esperança de uma adesão célere ao bloco militar. A inclusão, admitiu Washington posteriormente, pode implicar o fornecimento de armamento moderno às forças armadas georgianas, uma vez que um aparelho militar bem apetrechado é condição fundamental para a adesão de qualquer nação à NATO.
Antes, na Ucrânia, o vice-presidente encontrou-se com os principais empresários e líderes políticos do país, entre os quais os já assumidos candidatos à presidência. Biden expressou igualmente a vontade dos EUA em receber o país na aliança militar euroatlântica e participou numa cerimónia anticomunista, depositando uma coroa de flores no monumento às «vítimas do Golodomor» (alegado genocídio pela fome no início dos anos 30), contribuindo para o falseamento da história e o ajustamento de contas com o processo de colectivização da agricultura na URSS.
As declarações de Joe Biden publicadas no The Wall Street Journal foram proferidas dias depois do número dois da Casa Branca ter visitado oficialmente a Ucrânia e a Geórgia, e cerca de um mês depois do presidente Barack Obama ter-se reunido em Moscovo com o homólogo Dimitri Medvedev, encontro que terá resultado num alegado degelo das relações entre Washington e Moscovo, tensas devido ao apoio da NATO à Geórgia durante o ataque à Ossétia do Sul, em Agosto de 2008, e em resultado do projecto de instalação de mísseis norte-americanos na Polónia e República Checa.
Reagindo às afirmações de Biden, o assessor do Kremlin para Assuntos Internacionais, Serguei Prikhodko, afirmou que a Rússia está «perplexa» com os comentários e estranhou que Biden relacione o diálogo em torno da redução dos arsenais nucleares com a crise e não com «a responsabilidade da Rússia e dos EUA diante da comunidade internacional».
Prikhodko, citado pela Interfax, questionou ainda a razão que levou «agora o vice-presidente dos EUA a falar publicamente em um tom tão crítico?».
Na semana passada, na Geórgia, Biden segurou o regime de Mikhail Saakashvili e reiterou a intenção dos EUA em integrar o país na Aliança Atlântica, justamente quando o presidente georgiano manifestou, em entrevista publicada na imprensa dos EUA, ter perdido a esperança de uma adesão célere ao bloco militar. A inclusão, admitiu Washington posteriormente, pode implicar o fornecimento de armamento moderno às forças armadas georgianas, uma vez que um aparelho militar bem apetrechado é condição fundamental para a adesão de qualquer nação à NATO.
Antes, na Ucrânia, o vice-presidente encontrou-se com os principais empresários e líderes políticos do país, entre os quais os já assumidos candidatos à presidência. Biden expressou igualmente a vontade dos EUA em receber o país na aliança militar euroatlântica e participou numa cerimónia anticomunista, depositando uma coroa de flores no monumento às «vítimas do Golodomor» (alegado genocídio pela fome no início dos anos 30), contribuindo para o falseamento da história e o ajustamento de contas com o processo de colectivização da agricultura na URSS.