PCP alerta para problema do desemprego, da agricultura e da Saúde

Uma nova política para o País

Jerónimo de Sousa participou na apresentação dos primeiros candidatos às Eleições Legislativas do distrito de Évora, Santarém e Setúbal, onde pediu o reforço eleitoral da CDU, «a força da alternativa construída num programa claro de ruptura com a política de direita e num percurso marcado por um firme e coerente combate a essa política».

O povo penalizou o executante da política de direita

Na sexta-feira, na colectividade «Os Penicheiros», no Barreiro, o Secretário-geral do PCP denunciou o «gravíssimo» problema do desemprego que, em sentido lato, se fixa já nos 11 por cento, correspondendo a cerca de 625 mil desempregados.
«Não há muito ainda falavam despudoradamente da criação de 133 mil postos de trabalho, mas o verdadeiro balanço, a quatro anos de Governo nesta matéria, é de menos 16 100 empregos e uma taxa de desemprego jovem de cerca de 20,3 por cento», afirmou, acusando o Executivo PS de manter «uma inaceitável recusa da proposta do PCP de alteração das regras restritivas de acesso ao subsídio de desemprego que este Governo impôs e que impede cerca de 200 mil desempregados ao seu acesso».
«É esta a negra herança em matéria de emprego do Governo PS que é muito o resultado da sua política de drásticos cortes no investimento e desprezo pelos sectores produtivos nacionais, cuja evolução negativa é cada vez mais preocupante. Uma evolução que em grande medida está a determinar a crise económica e social que hoje vivemos e que é a mais decisiva das causas do atraso relativo do País e do empobrecimento dos portugueses», disse ainda.
Jerónimo de Sousa criticou, de igual forma, a redução, praticamente para metade, dos sectores produtivos, nomeadamente a agricultura, a silvicultura, as pescas e a indústria.
«Apenas florescem as actividades financeiras e imobiliárias que com este Governo na direcção do País passaram a superar a indústria», destacou, lembrando que «a extensão, profundidade e duração da crise em que o País hoje se encontra não pode, de facto, ser desligada desta realidade que acabou por conduzir à crescente substituição da produção nacional pela estrangeira e à sub-contratação desvalorizada da economia portuguesa».

Desastre governamental

Em Santarém, no sábado, na apresentação de António Filipe, Madeira Lopes e Liliana de Sousa, Jerónimo de Sousa explicou «o desastre que foi e é a política agrícola do Governo».
«Este Governo e o seu ministro da Agricultura, com alguns cúmplices locais, decidiu substituir a designação “Vinhos do Ribatejo” por “Vinhos de Lisboa”. Muda a designação para encobrir as reais dificuldades dos vitivinicultores regionais (e de todo o País), que têm problemas de preços e de escoamento dos seus vinhos», lamentou, apontando o dedo à «desastrosa Reforma da Organização Comum do Mercado do Vinho, aprovada, para vergonha nossa, durante a presidência portuguesa da União Europeia».
«Reforma, certamente boa para quem fabrica vinho à custa da beterraba (alemães e alguns franceses), certamente adequada aos interesses dos grandes importadores de vinho, mas um desastre para quem produz um vinho de qualidade como o nosso», referiu.
Esta situação também acontece, entre muitos outros produtos, com o leite, com o arroz e com o azeite. «Um desastre de política agrícola que quer acabar com estas produções, como liquidou a produção de beterraba sacarina nos campos do Sorraia, aceitando mais uma inaceitável reforma da Organização Comum do Mercado da Beterraba, pondo a fábrica de Coruche a trabalhar com matéria-prima importada», exemplificou, criticando, de igual forma, a retirada da electricidade verde e o aumento «dos preços dos adubos, rações, sementes, fertilizantes e gasóleo agrícola».
Contra esta situação e esta política, o PCP tem-se batido, na Assembleia da República e fora dela, com inúmeras propostas e sugestões, «que o Governo faz orelhas moucas». «Não é assim de admirar que tenha posto contra si todas as confederações agrícolas. Que o mundo rural tenha dado um forte contributo para a derrota do PS e de Sócrates nas eleições para o Parlamento Europeu. O povo penalizou o executante da política de direita. Mas importa derrotar a política de direita e outros anteriores executantes aos seus apoios», frisou o Secretário-geral do PCP.

Diminuição do investimento público

No domingo, em Évora, Jerónimo de Sousa denunciou a política de fragmentação, enfraquecimento e encerramento no Serviço Nacional de Saúde (SNS), levada a cabo pelo Executivo PS.
«No distrito de Évora sente-se bem a brutal diminuição do investimento em infra-estruturas de saúde por parte do Governo. Desde logo no atraso da construção do novo hospital, que tanta falta faz às populações e que tanto é reivindicado pelos profissionais de saúde. Mas também na falta de novas instalações para unidades de cuidados primários de saúde. Entretanto as populações pagam cada vez mais pela saúde, pelas consultas, pelos exames, pelas taxas moderadoras, pelos medicamentos», sublinhou.
Sobre a reforma nos cuidados primários de saúde, com as Unidade de Saúde Familiar, o Secretário-geral do PCP frisou que «é preciso tomar medidas concretas para resolver os problemas das populações».
«É por isso que propomos um programa especial para garantir o acesso à consulta no próprio dia nos Cuidados Primários de Saúde. Para que todos possam ser atendidos quando precisam e se acabe com o flagelo das consultas para semanas ou meses depois, que obrigam a que as pessoas se desloquem para as urgências hospitalares mesmo quando isso não seria necessário», afirmou.
No final da apresentação dos candidatos da CDU (João Oliveira, Ângela Sabino, José Correia, Mariana Chilra, José Barroso e Samuel Quedas), Jerónimo de Sousa disse ainda que «os portugueses precisam de um novo rumo e de uma nova política». «Do que o País precisa é de uma ruptura com a política de direita e essa só se faz com o reforço da CDU, com mais votos e mais eleitos, para uma nova política e uma vida melhor», terminou.


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