Estudantes fecham escolas em protesto
À medida que os valores das propinas são divulgados, os estudantes do superior manifestam o seu descontentamento. Várias instituições foram encerradas.
As propinas não trazem um melhor ensino, garantem os estudantes
Na segunda-feira, o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) da Universidade Técnica de Lisboa foi encerrado pelos alunos em protesto contra a adopção da propina máxima pelo Conselho Directivo (852 euros).
A Associação de Estudantes exige a demissão do ministro do Ensino Superior, Pedro Lynce, e promete outras formas de luta. Para os alunos, o aumento das propinas «traduz uma política de elitização das universidades», tornando «extremamente difícil e mesmo impossível para alguns» a frequência do ensino superior.
No mesmo dia, também em Lisboa, um grupo de estudantes do Instituto Superior das Ciências do Trabalho e Empresas (ISCTE) acampou nas instalações da escola «por tempo indeterminado». O objectivo é protestar e sensibilizar os colegas para o aumento das propinas. O novo valor é hoje decidido na reunião do Senado.
Na sexta-feira, alunos da Faculdade de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa interromperam a reunião do Conselho Directivo sobre a fixação da propina, exigindo o valor mínimo. No entanto, o órgão optou pelo valor máximo, com os votos contra dos estudantes.
Em declarações à Lusa, Vítor Rodrigues, presidente da Associação de Estudantes, afirmou que o mais grave é os «estudantes terem que se ir embora por não ter dinheiro para o ensino». As propinas são um preço alto a pagar por uma «melhoria da qualidade do ensino que não vai acontecer», porque «não chegam para colmatar» as necessidades da instituição.
Três mil rolos de papel
Na semana passada, no dia 24, também os alunos da Universidade da Beira Interior (UBI) invadiram os serviços académicos em protesto contra a exigência do pagamento da primeira prestação das propinas aos candidatos a bolsa de estudo. Algumas horas depois, o reitor voltou atrás com a decisão e divulgou um despacho que autoriza os alunos que se candidatarem à atribuição de bolsa a adiar o pagamento até Novembro, data em que são conhecidos os resultados.
Também nesse dia, os alunos da Faculdade de Ciências e Tecnologias (FCT) da Universidade Nova de Lisboa entregaram ao director da instituição três mil rolos de papel higiénico, que terão custado cerca de 464 euros, o valor da propina mínima. O director decidiu fechar a porta do gabinete e, em resposta, os alunos bloquearam o seu acesso.
A Associação de Estudantes exige a demissão do ministro do Ensino Superior, Pedro Lynce, e promete outras formas de luta. Para os alunos, o aumento das propinas «traduz uma política de elitização das universidades», tornando «extremamente difícil e mesmo impossível para alguns» a frequência do ensino superior.
No mesmo dia, também em Lisboa, um grupo de estudantes do Instituto Superior das Ciências do Trabalho e Empresas (ISCTE) acampou nas instalações da escola «por tempo indeterminado». O objectivo é protestar e sensibilizar os colegas para o aumento das propinas. O novo valor é hoje decidido na reunião do Senado.
Na sexta-feira, alunos da Faculdade de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa interromperam a reunião do Conselho Directivo sobre a fixação da propina, exigindo o valor mínimo. No entanto, o órgão optou pelo valor máximo, com os votos contra dos estudantes.
Em declarações à Lusa, Vítor Rodrigues, presidente da Associação de Estudantes, afirmou que o mais grave é os «estudantes terem que se ir embora por não ter dinheiro para o ensino». As propinas são um preço alto a pagar por uma «melhoria da qualidade do ensino que não vai acontecer», porque «não chegam para colmatar» as necessidades da instituição.
Três mil rolos de papel
Na semana passada, no dia 24, também os alunos da Universidade da Beira Interior (UBI) invadiram os serviços académicos em protesto contra a exigência do pagamento da primeira prestação das propinas aos candidatos a bolsa de estudo. Algumas horas depois, o reitor voltou atrás com a decisão e divulgou um despacho que autoriza os alunos que se candidatarem à atribuição de bolsa a adiar o pagamento até Novembro, data em que são conhecidos os resultados.
Também nesse dia, os alunos da Faculdade de Ciências e Tecnologias (FCT) da Universidade Nova de Lisboa entregaram ao director da instituição três mil rolos de papel higiénico, que terão custado cerca de 464 euros, o valor da propina mínima. O director decidiu fechar a porta do gabinete e, em resposta, os alunos bloquearam o seu acesso.