Vontade de mudar
Faz sempre uma certa impressão ouvir-se alguns «argumentos» que pretendem explicar o gosto de certa gente por alguns políticos da praça, escolhidos entre os muitos que são todos iguais e igualmente, com responsabilidades governativas ou apoio de governos da política de direita, enganaram os eleitores com promessas e actuaram sempre em desfavor de quem trabalha ou trabalhou uma vida inteira.
Sabemos da poderosa influência de uma comunicação social que «cria» valores e princípios cuja imoralidade, em abstracto, toda a gente condena. Que inverte os valores da solidariedade e premeia o salve-se quem puder. Que garante que «todos os políticos são iguais» e estabelece como regra que quem não rouba é parvo.
Já vimos gente condenada em tribunal por apropriar-se do alheio e ser reeleita precisamente por ter usado essa esperteza. Já vimos partidos tornarem ao poder após terem defraudado todas as expectativas neles colocadas na base de promessas vãs. Já vimos «cambalhoteiros» da política que um dia disseram assim e hoje dizem o contrário, impávidos enquanto viram a casaca. Já vimos quase tudo.
O que vemos porém, desde sempre, é que o eleitorado que apoia e faz crescer os comunistas e a CDU, é gente diferente, arrancada ao marasmo das ideias feitas e dos preconceitos, que ganha em inteligência política, em coragem, em determinação, em confiança, o que aos outros falta em tino e sobra em ignorância.
Quando, nos raríssimos apontamentos de reportagem, dão voz aos apoiantes da CDU, o que se ouve – para além da voz militante e organizada – é a sincera indignação pela política de direita e uma clara perspectiva de que, com os comunistas, com a CDU, isto irá melhorar um dia. «Estou aqui por eles têm razão»; «Vim cá porque porque os outros já não me enganam mais»; «Sempre com a CDU, que está sempre com os trabalhadores»; «Se não fossem estes, a coisa ainda estava pior»; «É tempo de virar à esquerda. E a esquerda sem a CDU é ume treta».
É isto que se ouve nos comícios, nas sessões, nas manifestações, nas marchas. A campanha da CDU não é mera operação de propaganda. É dirigida à inteligência do povo, acendendo a vontade de mudar.
Sabemos da poderosa influência de uma comunicação social que «cria» valores e princípios cuja imoralidade, em abstracto, toda a gente condena. Que inverte os valores da solidariedade e premeia o salve-se quem puder. Que garante que «todos os políticos são iguais» e estabelece como regra que quem não rouba é parvo.
Já vimos gente condenada em tribunal por apropriar-se do alheio e ser reeleita precisamente por ter usado essa esperteza. Já vimos partidos tornarem ao poder após terem defraudado todas as expectativas neles colocadas na base de promessas vãs. Já vimos «cambalhoteiros» da política que um dia disseram assim e hoje dizem o contrário, impávidos enquanto viram a casaca. Já vimos quase tudo.
O que vemos porém, desde sempre, é que o eleitorado que apoia e faz crescer os comunistas e a CDU, é gente diferente, arrancada ao marasmo das ideias feitas e dos preconceitos, que ganha em inteligência política, em coragem, em determinação, em confiança, o que aos outros falta em tino e sobra em ignorância.
Quando, nos raríssimos apontamentos de reportagem, dão voz aos apoiantes da CDU, o que se ouve – para além da voz militante e organizada – é a sincera indignação pela política de direita e uma clara perspectiva de que, com os comunistas, com a CDU, isto irá melhorar um dia. «Estou aqui por eles têm razão»; «Vim cá porque porque os outros já não me enganam mais»; «Sempre com a CDU, que está sempre com os trabalhadores»; «Se não fossem estes, a coisa ainda estava pior»; «É tempo de virar à esquerda. E a esquerda sem a CDU é ume treta».
É isto que se ouve nos comícios, nas sessões, nas manifestações, nas marchas. A campanha da CDU não é mera operação de propaganda. É dirigida à inteligência do povo, acendendo a vontade de mudar.