Revista recorda prisão do Luso
Foi lançado no sábado, no Luso, o primeiro número da VIA, revista de divulgação histórica da Mealhada e da zona centro. O primeiro número da nova revista é inteiramente dedicado à prisão, em 25 de Março de 1949, precisamente no Luso, de Álvaro Cunhal, Militão Ribeiro e Sofia Ferreira. Esta edição inclui uma entrevista com Sofia Ferreira, concedida em 2007.
Na sessão de lançamento, estiveram presentes e usaram da palavra a própria Sofia Ferreira e Francisco Melo, do Comité Central do PCP. Sofia Ferreira, na ocasião, felicitou o lançamento da revista e salientou a importância de divulgar e testemunhar aspectos e acontecimentos da história de Portugal de cerca de 50 anos de fascismo.
Esses anos, realçou, «foram de facto 50 anos de terror, repressão violenta, prisões, torturas e assassinatos». E a revista, que refere muitas destas práticas, fala do assassinato de Alfredo Dinis (Alex) e de José Dias Coelho.
Francisco Melo, por seu turno, afirmou não ser possível «apreender todo o significado» da prisão de Álvaro Cunhal em 25 de Março de 1949, «sem termos em conta alguns factos marcantes da história do PCP na década de 40». Entre estes, merece um especial destaque a reorganização do Partido de 1940-41, da qual resultaria a «constituição do Partido Comunista Português como um grande partido com implantação à escala nacional». O restabelecimento de relações com o movimento comunista internacional – com o Partido Comunista da União Soviética e com os partidos espanhol e francês, nomeadamente – foi também conseguido nessa década.
Na sessão de lançamento, estiveram presentes e usaram da palavra a própria Sofia Ferreira e Francisco Melo, do Comité Central do PCP. Sofia Ferreira, na ocasião, felicitou o lançamento da revista e salientou a importância de divulgar e testemunhar aspectos e acontecimentos da história de Portugal de cerca de 50 anos de fascismo.
Esses anos, realçou, «foram de facto 50 anos de terror, repressão violenta, prisões, torturas e assassinatos». E a revista, que refere muitas destas práticas, fala do assassinato de Alfredo Dinis (Alex) e de José Dias Coelho.
Francisco Melo, por seu turno, afirmou não ser possível «apreender todo o significado» da prisão de Álvaro Cunhal em 25 de Março de 1949, «sem termos em conta alguns factos marcantes da história do PCP na década de 40». Entre estes, merece um especial destaque a reorganização do Partido de 1940-41, da qual resultaria a «constituição do Partido Comunista Português como um grande partido com implantação à escala nacional». O restabelecimento de relações com o movimento comunista internacional – com o Partido Comunista da União Soviética e com os partidos espanhol e francês, nomeadamente – foi também conseguido nessa década.