Aumentam os mortos e cai o apoio a Bush

O número de soldados norte-americanos mortos desde o início da guerra contra o Iraque ascende a 303, dos quais 165 perderam a vida desde que foi declarado o fim das hostilidades.
O número de baixas vai muito além do que é reconhecido pelos EUA - qualquer observador atento pode verificar que, regularmente, o número «oficial» baixa, como se a contagem estivesse sempre a voltar ao princípio -, e os seus efeitos já se fazem sentir junto da opinião pública norte-americana.
Uma sondagem divulgada no sábado pela revista «Newsweek» revela que o apoio à guerra no Iraque registou uma queda de 5 por cento, em relação a outra realizada entre os dias 11 e 12 de Setembro.
Pela primeira vez, o índice de aprovação da política de Bush situa-se abaixo dos 50 por cento. Apenas 46 por cento dos entrevistados apoiam a administração nesta matéria, enquanto um total de 56 por cento considera que o governo está a gastar muito dinheiro no pós-guerra do Iraque.

As baixas continuam

Entretanto, o nível de aprovação geral ao governo de Bush caiu para 51 por cento. A sondagem revela ainda que 50 por cento dos americanos não desejam a reeleição de Bush.
A política económica da Casa Branca é igualmente motivo de descontentamento popular: só 38 por cento dos inquiridos a apoiam.
Um único tema continua a merecer o apoio dos norte-americanos: o combate ao terrorismo. Nas duas últimas sondagens divulgadas pela «Newsweek», 66 por cento diz apoiar a administração nesta matéria.
Já depois de divulgados estes resultados, novos ataques no Iraque provocaram mais baixas entre os ocupantes.
No domingo, dois ataques com explosivos, em Bagdad e Ramadi, mataram três soldados norte-americanos e feriram outros 13. Também o quartel-general da ONU, na capital iraquiana, voltou a ser alvo de um ataque suicida, no início da semana. O atentado provocou dois mortos - os próprios autores - e oito feridos.


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