Fascistas escolhem liderança de Berlusconi
A Aliança Nacional, partido de Gianfranco Fini, herdeiro do fascismo italiano, anunciou, no domingo, 22, a sua dissolução e fusão com a Força Itália do actual primeiro-ministro, Silvio Berlusconi.
Daqui resultará o novo partido, Povo da Liberdade (PDL), que será fundado em congresso no próximo fim-de-semana, de acordo com a fórmula proposta por Berlusconi nas eleições legislativas de Abril de 2008.
A Aliança Nacional surgiu em 1995 a partir Movimento Social Italiano (MSI), criado em 1946 por seguidores fascistas de Mussolini. Sob a liderança de Fini, a AN tem sido um aliado fiel de Berlusconi nos últimos 15 anos, sendo hoje o segundo partido da coligação governamental.
Admirador confesso do Duce, que chegou a considerar como o maior chefe de Estado do século XX, Fini tem procurado nos últimos anos afastar-se das referências fascistas mais radicais, convertendo-se num defensor da comunidade judaica em Itália e num apoiante incondicional do Estado de Israel. «Já ajustámos contas com o nosso passado», declarou Fini no congresso de dissolução da AN.
A moderação crescente das posições da AN é atribuída ao pragmatismo de Fini, que tem levado a criticar a política governamental de repressão da imigração clandestina e o recurso crescente por parte de Berlusconi à adopção de decretos para evitar a sua discussão parlamentar.
Para alguns observadores a fusão dos dois partidos é vista como uma oportunidade para Fini, de 57 anos, se posicionar como o sucessor natural de Berlusconi, que já conta 72 anos e terá 77 nas próximas legislativas de 2013.
Recorde-se que nas últimas legislativas, os dois partidos concorreram juntos na coligação PDL, alcançando 38 por cento dos votos. A AN, que dispõe actualmente de 68 deputados, quatro ministérios e a presidência do Parlamento, ocupada pelo próprio Fini, assegurou num acordo de princípio um terço dos cargos de responsabilidade no futuro PDL.
Daqui resultará o novo partido, Povo da Liberdade (PDL), que será fundado em congresso no próximo fim-de-semana, de acordo com a fórmula proposta por Berlusconi nas eleições legislativas de Abril de 2008.
A Aliança Nacional surgiu em 1995 a partir Movimento Social Italiano (MSI), criado em 1946 por seguidores fascistas de Mussolini. Sob a liderança de Fini, a AN tem sido um aliado fiel de Berlusconi nos últimos 15 anos, sendo hoje o segundo partido da coligação governamental.
Admirador confesso do Duce, que chegou a considerar como o maior chefe de Estado do século XX, Fini tem procurado nos últimos anos afastar-se das referências fascistas mais radicais, convertendo-se num defensor da comunidade judaica em Itália e num apoiante incondicional do Estado de Israel. «Já ajustámos contas com o nosso passado», declarou Fini no congresso de dissolução da AN.
A moderação crescente das posições da AN é atribuída ao pragmatismo de Fini, que tem levado a criticar a política governamental de repressão da imigração clandestina e o recurso crescente por parte de Berlusconi à adopção de decretos para evitar a sua discussão parlamentar.
Para alguns observadores a fusão dos dois partidos é vista como uma oportunidade para Fini, de 57 anos, se posicionar como o sucessor natural de Berlusconi, que já conta 72 anos e terá 77 nas próximas legislativas de 2013.
Recorde-se que nas últimas legislativas, os dois partidos concorreram juntos na coligação PDL, alcançando 38 por cento dos votos. A AN, que dispõe actualmente de 68 deputados, quatro ministérios e a presidência do Parlamento, ocupada pelo próprio Fini, assegurou num acordo de princípio um terço dos cargos de responsabilidade no futuro PDL.