Demitido pela crise
Após a queda dos governos da Islândia e da Letónia, o primeiro-ministro húngaro, Ferenc Gyurcsany, propôs demitir-se, dia 21, durante o congresso do Partido Socialista que lidera.
Políticas anti-sociais retiram base de apoio aos socialistas
O anúncio de Gyurcsany apanhou de surpresa os delegados que tinham acabado de o reconduzir na liderança do partido por 85 por cento dos votos. Mas o primeiro-ministro húngaro decidiu lançar a toalha ao tapete e no seu discurso final admitiu não estar em condições de encontrar uma solução para o país. «Compreendo que sou um obstáculo à cooperação política necessária para aplicar as reformas. Espero ser o único obstáculo, já que vou eliminá-lo».
A capitulação de Gyurcsany não é porém de estranhar dada a situação desesperada em que se encontra a economia, após quase duas décadas de destruição do aparelho produtivo construído pelo socialismo e da entrega do país à especulação capitalista e a políticas de casino para captar investidores estrangeiros.
Mas não foi nenhum rebate de consciência que levou Gyurcsany a colocar o seu lugar à disposição. Este socialista que traiu os ideais comunistas para prosseguir a sua alegre carreira política ao serviço do capital, sabe que é cada vez mais contestado pelo povo. No poder desde 2004, as sondagens apenas lhe atribuem 23 por cento de apoio, a mais baixa quota de popularidade de sempre no país. Procurando sobreviver politicamente, Gyurcsany resguarda-se por enquanto na liderança do partido e propõe que o Parlamento aprove uma moção de censura «construtiva» de modo a evitar a convocação de eleições antecipadas, sancionando o novo primeiro-ministro que deverá ser escolhido no dia 5 de Abril.
Em tempo de vacas magras, Gyurcsany não vê possibilidade de ganhar as eleições legislativas de 2010 e entende que o melhor é sair de cena, para que sejam outros a aplicar as draconianas medidas anti-sociais prescritas pelo FMI como condição para salvar o país da bancarrota.
A capitulação de Gyurcsany não é porém de estranhar dada a situação desesperada em que se encontra a economia, após quase duas décadas de destruição do aparelho produtivo construído pelo socialismo e da entrega do país à especulação capitalista e a políticas de casino para captar investidores estrangeiros.
Mas não foi nenhum rebate de consciência que levou Gyurcsany a colocar o seu lugar à disposição. Este socialista que traiu os ideais comunistas para prosseguir a sua alegre carreira política ao serviço do capital, sabe que é cada vez mais contestado pelo povo. No poder desde 2004, as sondagens apenas lhe atribuem 23 por cento de apoio, a mais baixa quota de popularidade de sempre no país. Procurando sobreviver politicamente, Gyurcsany resguarda-se por enquanto na liderança do partido e propõe que o Parlamento aprove uma moção de censura «construtiva» de modo a evitar a convocação de eleições antecipadas, sancionando o novo primeiro-ministro que deverá ser escolhido no dia 5 de Abril.
Em tempo de vacas magras, Gyurcsany não vê possibilidade de ganhar as eleições legislativas de 2010 e entende que o melhor é sair de cena, para que sejam outros a aplicar as draconianas medidas anti-sociais prescritas pelo FMI como condição para salvar o país da bancarrota.