Madagáscar

Convulsão social

Uma série de manifestações antigovernamentais, realizadas sábado, em Antananarivo, capital de Madagáscar, foram dispersas pela polícia com recurso a gás lacrimogéneo. Os protestos ocorreram depois do líder da oposição e ex-presidente da câmara da principal cidade malgaxe, Andry Rajoelina, ter rompido as negociações com o governo, o qual acusa de autoritarismo, corrupção, violação da Constituição e de vender o país aos interesses das multinacionais.
Rajoelina, procurado pelas autoridades, foi obrigado a fugir depois de uma operação policial para o prender, gorada pela acção das barricadas populares junto da sua residência, mas numa mensagem dirigida aos seus apoiantes disse estar bem e protegido. O autarca apelou ainda ao exército para que se rebele contra o regime do presidente Mark Ravalomanana.
Alguns militares seguiram o apelo e domingo amotinaram-se num acampamento próximo da capital. «Não vamos obedecer às ordens da hierarquia. Fomos treinados para proteger a propriedade e os cidadão, não para disparar contra o povo. Nós estamos com o povo», disse o porta-voz dos insurrectos citado pela France Press.
Pelo menos uma centena de pessoas já morreram desde que em final de Janeiro milhares de pessoas iniciaram os protestos contra o poder executivo.


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