Lucros milionários e o País a arder
O PCP requereu a audição parlamentar, com urgência, do presidente executivo da Galp Energia, Manuel Ferreira de Oliveira, sobre os lucros e os preços praticados pela empresa em 2008.
Preços dos combustíveis não acompanharam baixa do petróleo
O pedido foi formalizado no final da semana transacta pelos deputados Agostinho Lopes e José Soeiro em carta dirigida ao presidente da comissão parlamentar dos Assuntos Económicos na qual justificam a sua iniciativa com a necessidade de reflectir sobre os resultados obtidos por aquela empresa no ano passado e que, em sua opinião, contrastam de forma escandalosa com as brutais dificuldades vividas no País. Igual pedido e por idênticos motivos foi entregue para ouvir o presidente executivo da EDP.
No caso da Galp, com lucros conhecidos há dias de 478 milhões de euros, tais resultados representam um crescimento de 14 por cento face ao ano anterior, sendo que no quarto trimestre esse lucros foram de 125 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de quase 200 por cento face ao período homólogo.
Perante tais lucros, na perspectiva do PCP, o presidente executivo da Galp Energia tem de explicar «por que razão é que os preços da gasolina, do gasóleo – mas também do gás natural – não acompanharam a descida do preço do petróleo» no ano passado.
Tais resultados da Galp Energia vêm ainda demonstrar, como o Grupo comunista há muito defende, ser possível a «redução da factura energética, particularmente significativa num momento de crise como este».
Os dados agora revelados vêm igualmente comprovar, no entender dos deputados comunistas, que «a Galp e as outras petrolíferas não estavam a fazer reflectir com a rapidez necessária a baixa dos preços do petróleo no preço dos combustíveis.
Outra ilação a tirar, segundo o PCP, é o escandaloso contraste entre estes lucros fabulosos e as dificuldades por que passam a generalidade dos portugueses e milhares de micro e pequenas empresa».
No caso da Galp, com lucros conhecidos há dias de 478 milhões de euros, tais resultados representam um crescimento de 14 por cento face ao ano anterior, sendo que no quarto trimestre esse lucros foram de 125 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de quase 200 por cento face ao período homólogo.
Perante tais lucros, na perspectiva do PCP, o presidente executivo da Galp Energia tem de explicar «por que razão é que os preços da gasolina, do gasóleo – mas também do gás natural – não acompanharam a descida do preço do petróleo» no ano passado.
Tais resultados da Galp Energia vêm ainda demonstrar, como o Grupo comunista há muito defende, ser possível a «redução da factura energética, particularmente significativa num momento de crise como este».
Os dados agora revelados vêm igualmente comprovar, no entender dos deputados comunistas, que «a Galp e as outras petrolíferas não estavam a fazer reflectir com a rapidez necessária a baixa dos preços do petróleo no preço dos combustíveis.
Outra ilação a tirar, segundo o PCP, é o escandaloso contraste entre estes lucros fabulosos e as dificuldades por que passam a generalidade dos portugueses e milhares de micro e pequenas empresa».