Governo vira comissão de propaganda
O Governo transformou-se numa «comissão de propaganda», acusa o PCP sublinhando que o despudor de alguns ministros em ano eleitoral chega ao ponto de instrumentalizar empresas para melhorar a imagem da governação.
Manuel Pinho entrega cheque em nome da EDP
A questão foi levada ao plenário da Assembleia da República na passada semana pelo deputado comunista José Soeiro em declaração política onde relatou o mais recente caso envolvendo o ministro da Economia a quem acusou de ter feito de «funcionário da EDP» ao entregar «um cheque de cinco mil euros» em nome da empresa ao Sporting de Aljustrel, após um jogo de futebol onde foi homenageado «pelo seu papel no encontro de uma solução para as minas» daquela região.
«Não está em causa a EDP, mas é legítimo entregar um cheque da EDP como se seu funcionário fosse? Isto nada significa? Nada acontece?», interrogou o parlamentar do PCP, que lembrou que «o ministro acabou por ser anunciado como o cidadão Manuel Pinho que se encontrava a assistir ao jogo para entregar cinco mil euros em nome da EDP», segundo noticiava a própria Lusa nesse mesmo domingo.
E citando essa notícia, José Soeiro acrescentou que nem o Sindicato dos Trabalhadores nem a Câmara Municipal de Aljustrel tinham conhecimento destes factos. Jacinto Anacleto, do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira (STIM), afirmou na altura em declarações à Lusa desconhecer a iniciativa. «Não sabemos de nada e a câmara também não. Esta iniciativa não está a ser promovida por nós que trabalhamos nas minas», afiançou.
É o vale tudo
O ministro das Obras Públicas foi ainda alvo de crítica, noutro plano, por ter cobrado através da Estradas de Portugal (EP) 500 mil euros às concessionárias de novas estradas para garantir «a propaganda do Governo».
«O ministro das Obras Públicas instrumentaliza a EP para intervir junto das concessionárias a quem têm sido entregue as diferentes IP’s, auto-estradas e IC’s, para cobrar uma quantia de 500 mil euros», referiu o deputado.
«Até agora foram quatro milhões de euros em todas as concessões, para serem geridos pela EP e garantir a propaganda das operações encabeçadas pelo primeiro-ministro e pelo ministro das Obras Públicas. Não acreditávamos que isto fosse possível num país democrático e de Direito!», sublinhou, indignado, José Soeiro, não poupando assim críticas ao Governo PS a quem acusou de estar a «transformar-se numa comissão de propaganda» e a «instrumentalizar empresas para conseguir dar uma imagem de que é eficaz na governação da coisa pública».
O deputado Pita Ameixa, em nome do PS, bancada a quem José Soeiro acusara de ser «muito pouco crítica» à acção do Governo, procurou escamotear a gravidade dos factos dizendo que o PCP é que pegara em «assuntos extremamente positivos» para os apresentar «de uma forma negativa». E repetiu a lengalenga de que «são importantes investimentos para o interior do país, dois investimentos essenciais para o desenvolvimento nacional».
Antes, porém, o deputado do PSD José Eduardo Martins veio igualmente confirmar que os casos referidos pela bancada do PCP são o «espelho de uma prática repetida», mostrando-se, a propósito, «curioso para saber quanto custam os anúncios radiofónicos do Ministério da Economia, passados de 15 em 15 minutos, sobre as linhas de crédito às PME’s!».
«Não está em causa a EDP, mas é legítimo entregar um cheque da EDP como se seu funcionário fosse? Isto nada significa? Nada acontece?», interrogou o parlamentar do PCP, que lembrou que «o ministro acabou por ser anunciado como o cidadão Manuel Pinho que se encontrava a assistir ao jogo para entregar cinco mil euros em nome da EDP», segundo noticiava a própria Lusa nesse mesmo domingo.
E citando essa notícia, José Soeiro acrescentou que nem o Sindicato dos Trabalhadores nem a Câmara Municipal de Aljustrel tinham conhecimento destes factos. Jacinto Anacleto, do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira (STIM), afirmou na altura em declarações à Lusa desconhecer a iniciativa. «Não sabemos de nada e a câmara também não. Esta iniciativa não está a ser promovida por nós que trabalhamos nas minas», afiançou.
É o vale tudo
O ministro das Obras Públicas foi ainda alvo de crítica, noutro plano, por ter cobrado através da Estradas de Portugal (EP) 500 mil euros às concessionárias de novas estradas para garantir «a propaganda do Governo».
«O ministro das Obras Públicas instrumentaliza a EP para intervir junto das concessionárias a quem têm sido entregue as diferentes IP’s, auto-estradas e IC’s, para cobrar uma quantia de 500 mil euros», referiu o deputado.
«Até agora foram quatro milhões de euros em todas as concessões, para serem geridos pela EP e garantir a propaganda das operações encabeçadas pelo primeiro-ministro e pelo ministro das Obras Públicas. Não acreditávamos que isto fosse possível num país democrático e de Direito!», sublinhou, indignado, José Soeiro, não poupando assim críticas ao Governo PS a quem acusou de estar a «transformar-se numa comissão de propaganda» e a «instrumentalizar empresas para conseguir dar uma imagem de que é eficaz na governação da coisa pública».
O deputado Pita Ameixa, em nome do PS, bancada a quem José Soeiro acusara de ser «muito pouco crítica» à acção do Governo, procurou escamotear a gravidade dos factos dizendo que o PCP é que pegara em «assuntos extremamente positivos» para os apresentar «de uma forma negativa». E repetiu a lengalenga de que «são importantes investimentos para o interior do país, dois investimentos essenciais para o desenvolvimento nacional».
Antes, porém, o deputado do PSD José Eduardo Martins veio igualmente confirmar que os casos referidos pela bancada do PCP são o «espelho de uma prática repetida», mostrando-se, a propósito, «curioso para saber quanto custam os anúncios radiofónicos do Ministério da Economia, passados de 15 em 15 minutos, sobre as linhas de crédito às PME’s!».