Concentração amanhã contra «mobilidade»

Com uma concentração nacional, amanhã, a partir das 14.30 horas, frente ao Ministério das Finanças, em Lisboa, a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública inicia uma campanha contra a mobilidade especial.
A FNSFP/CGTP-IN estima que estejam colocados nesta situação mais de dois milhares de trabalhadores da Administração Central do Estado, destacando-se o Ministério da Agricultura, com quase 1800 funcionários forçados à inactividade e com inúmeros serviços encerrados ou a funcionar de forma deficiente. Entre estes está «a quase totalidade dos trabalhadores que prestavam funções especializadas», o que «trouxe graves prejuízos» aos serviços, em particular para aqueles que têm «tarefas operacionais», refere a federação, num comunicado a apelar à participação na luta.
Enquanto há serviços públicos que vão encerrando e instalações e equipamentos que vão ficando ao abandono, desperdiçando investimentos avultados recentes, «assistimos à contratação de empresas para prestarem serviços que correspondem às funções anteriormente desempenhadas pelos trabalhadores colocados na mobilidade especial» e «os custos de contratos com terceiros subiram exponencialmente», contrariando os argumentos do Governo para justificar esta política.
A federação vê confirmada a sua acusação de que o Governo pretende «tornar permanente e por tempo indeterminado a inactividade dos trabalhadores», porque «não têm passado do papel» as medidas que permitiriam a integração noutros serviços.
Os funcionários atingidos pela mobilidade especial vêem os seus salários reduzidos em um sexto, a partir do terceiro mês, ou dois sextos, a partir do 13.º mês.


Mais artigos de: Trabalhadores

Lutar para mudar

Em tempo de crise mais presente, como nas décadas de mais curta memória, as contas da política de direita deixam sempre os trabalhadores a perder, acusam as estruturas da CGTP-IN, mobilizando para 13 de Março.

Ferroviários vão à luta

A luta pela valorização dos salários e o aumento do poder de compra dos trabalhadores é prioridade das reivindicações sindicais na contratação colectiva.

Casos da «crise»

Num cenário de dificuldades económicas e financeiras, várias empresas multinacionais, tanto das mais faladas, como das menos referidas nos noticiários, mostram em passos concretos que pretendem, afinal, aumentar a exploração dos trabalhadores.

Amplia-se na Feira a luta pelo emprego

Na concentração de dia 7, que reuniu mais de 500 pessoas, frente à sede da associação patronal da cortiça, em Santa Maria de Lamas, foi decidido realizar uma nova vigília, no sábado, dia 14, frente à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, a partir das 20.30 horas.«A luta dos trabalhadores e dos feirenses tem de...

Professores não se deixam intimidar

A Fenprof, que tinha agendado, para ontem, o início das negociações relativas à revisão da estrutura da carreira docente, avisou que não admitirá outra solução que não seja a eliminação da fractura da carreira dos professores. Num comunicado emitido na véspera, a Federação Nacional dos Professores relembrou que o modelo...