Professores não se deixam intimidar

A Fenprof, que tinha agendado, para ontem, o início das negociações relativas à revisão da estrutura da carreira docente, avisou que não admitirá outra solução que não seja a eliminação da fractura da carreira dos professores.
Num comunicado emitido na véspera, a Federação Nacional dos Professores relembrou que o modelo de carreiras, proposto pelo Ministério da Educação, não tem em conta o desempenho dos docentes e torna a progressão «dependente das vagas que o Ministério das Finanças autorizar o Ministério da Educação a abrir», impedindo, no limite, dois terços dos docentes de atingir o topo da carreira.
A federação sindical já tinha salientado, em conferência de imprensa, no dia 6, que mais de 50 mil docentes não entregaram os «objectivos individuais». Apelando à continuação da recusa de entrega daqueles «objectivos», a Fenprof anunciou que recorrerá aos tribunais, se algum docente for prejudicado por não os ter entregue.
Salientando que não está excluída qualquer forma de luta, a federação anunciou que apresentará, em Março, um «Livro Negro das Políticas Educativas», e em Maio, uma «Carta Reivindicativa dos Professores Portugueses». Vai ainda propor um abaixo-assinado sobre os concursos e a realização de um cordão humano, que ligue o Ministério do Trabalho à residência oficial de José Sócrates.


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