Ferroviários vão à luta
A luta pela valorização dos salários e o aumento do poder de compra dos trabalhadores é prioridade das reivindicações sindicais na contratação colectiva.
Nos locais de trabalho decidem-se acções de luta
No âmbito das negociações relativas à revisão do Acordo de Empresa, na CP, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário apresentou, no dia 23 de Janeiro, a proposta, aprovada em plenários, de aumentos salariais de seis por cento, com a garantia de uma actualização mínima de 50 euros.
Na última reunião com o Conselho de Gerência, a 6 de Fevereiro, os representantes do SNTSF/CGTP-IN depararam-se com mais uma tentativa da administração de impor aos trabalhadores, um novo Acordo de Empresa que «viola a Lei e a Constituição da República Portuguesa».
A administração também pretende actualizar os salários em dois por cento, introduzir mais tempo de jornada de trabalho, transferir trabalhadores por decisão unilateral da empresa, e criar impedimentos para o exercício do direito à greve, o que, protesta o sindicato, é inconstitucional.
A administração da CP também pretende colocar, no AE, uma proposta relativa a serviços mínimos que, segundo o SNTSF, «não tem sido reconhecida noutras instâncias».
Na Refer, «a greve está iminente», informou sindicato que reivindica as mesmas actualizações salariais e restantes reivindicações que apresentou na CP.
Os trabalhadores manifestam-se decididos a lutar, também, pela reposição dos direitos que lhes foram retirados, «descredibilizando a negociação colectiva», respeitantes ao seguro de saúde.
Na EMEF, onde, segundo o sindicato, «a negociação é uma ficção», a administração não apresentou qualquer proposta e continua a negar negociar o Regulamento de Categorias Profissionais. O SNTSF acusa a administração, de estar proibida de negociar por «comissários políticos», e de aguardar «ordens superiores para iniciar as negociações».
Para hoje, estava agendado um plenário com membros das destas três empresas do universo CP, proposto pelo SNTSF às comissões de trabalhadores, para analisar o andamento das negociações e decidir as melhores formas de intervenção.
Na Soflusa, recomeçaram as negociações, no dia 30 de Janeiro, depois de uma longa luta que forçou a administração a assinar um protocolo, no dia 8 do mesmo mês, e levou os trabalhadores a suspenderem as greves periódicas que cumpriram até aí.
Para amanhã, está marcado o início efectivo das negociações, onde o SNTSF proporá as mesmas actualizações que avançou nas outras empresas do sector.
A Fiequimetal/CGTP-IN exigiu a negociação do contrato colectivo e salários dignos para o sector metalúrgico.
A federação do sector Químico e Metalúrgico acusa a administração da EMEF, que é vice-presidente da associação patronal, de pretender, através do bloqueio à negociação, destruir as 485 carreiras profissionais, aplicadas a mais de 83 mil metalúrgicos, e de aumentar o horário de trabalho semanal para 60 horas, bloqueando a negociação.
Lutar é resistir
Ao salientar como «é fundamental que os trabalhadores continuem a resistir e a lutar contra a tentativa de retirada de direitos, por parte da administração dos CTT, e contra a imposição de normas às quais não deram o seu acordo», o Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações exigiu, num comunicado de dia 4, valorizações salariais justas, a manutenção dos direitos conquistados, as promoções e as diuturnidades acordadas nos plenários de trabalhadores e a regularização das relações de trabalho.
Aos trabalhadores que assinaram o AE «amarelo», apoiado pelas estruturas da UGT, o SNTCT/CGTP-IN lembrou-lhes que ficaram prejudicados nos direitos e sujeitos, até, a perderem este “acordo de empresa”, dentro de um ano.
Mobilizados para a manifestação nacional da CGTP-IN de 13 de Março, contra a política do Governo PS, pelo trabalho com direitos e por aumentos justos de salários estão os trabalhadores da Lisnave. Em Assembleia Geral, aprovaram, dia 3, por unanimidade, uma resolução que mandata os seus órgãos representativos a marcarem greve, se for necessário, para que ocorram progressos na negociação.
Na EDP e na REN, a negociação sobre remunerações teve a sua primeira reunião no dia 4. A Comissão Negociadora Sindical, liderada pela Fiequimetal/CGTP-IN, reivindica aumentos de 7,75 por cento nos salários, e aumentos relativos a trabalho por turnos e às folgas rotativas, contra o aumento de 1,4 por cento, proposto pela administração, que recorreu ao argumento da “crise” para negar melhorias salariais.
Nas concessionárias de cantinas, bares e restaurantes, o Sindicato da Hotelaria do Norte apelou à participação numa manifestação, convocada para ontem, diante da sede da associação patronal ARESP. A patronal pretende institucionalizar horários de trabalho «brutais», em troca de aumentos salariais de 2,5 por cento, acusou, dia 4, o sindicato da CGTP-IN, dando exemplos, no sector, onde já se praticam, ilegalmente, jornadas laborais de 16 horas. No dia 4, representantes sindicais foram impedidos de contactar os 40 trabalhadores da concessão da cantina da Mabor, em Lousado, Famalicão, durante um protesto na empresa.
Na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, os mais de 2 500 trabalhadores com contratos individuais de trabalho estão em vias de serem discriminados por intermédio da não actualização dos seus salários, avisou, dia 10, o Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores.
A SCML pretende «coagir os trabalhadores não sindicalizados ou sócios das estruturas da CGTP-IN a aderirem a um acordo feito pelo Provedor e os seus amigos» da UGT, acusou o sindicato, lembrando os tempos idos do fascismo, em que era o patrão quem escolhia o sindicato onde os trabalhadores se inscreviam.
Na última reunião com o Conselho de Gerência, a 6 de Fevereiro, os representantes do SNTSF/CGTP-IN depararam-se com mais uma tentativa da administração de impor aos trabalhadores, um novo Acordo de Empresa que «viola a Lei e a Constituição da República Portuguesa».
A administração também pretende actualizar os salários em dois por cento, introduzir mais tempo de jornada de trabalho, transferir trabalhadores por decisão unilateral da empresa, e criar impedimentos para o exercício do direito à greve, o que, protesta o sindicato, é inconstitucional.
A administração da CP também pretende colocar, no AE, uma proposta relativa a serviços mínimos que, segundo o SNTSF, «não tem sido reconhecida noutras instâncias».
Na Refer, «a greve está iminente», informou sindicato que reivindica as mesmas actualizações salariais e restantes reivindicações que apresentou na CP.
Os trabalhadores manifestam-se decididos a lutar, também, pela reposição dos direitos que lhes foram retirados, «descredibilizando a negociação colectiva», respeitantes ao seguro de saúde.
Na EMEF, onde, segundo o sindicato, «a negociação é uma ficção», a administração não apresentou qualquer proposta e continua a negar negociar o Regulamento de Categorias Profissionais. O SNTSF acusa a administração, de estar proibida de negociar por «comissários políticos», e de aguardar «ordens superiores para iniciar as negociações».
Para hoje, estava agendado um plenário com membros das destas três empresas do universo CP, proposto pelo SNTSF às comissões de trabalhadores, para analisar o andamento das negociações e decidir as melhores formas de intervenção.
Na Soflusa, recomeçaram as negociações, no dia 30 de Janeiro, depois de uma longa luta que forçou a administração a assinar um protocolo, no dia 8 do mesmo mês, e levou os trabalhadores a suspenderem as greves periódicas que cumpriram até aí.
Para amanhã, está marcado o início efectivo das negociações, onde o SNTSF proporá as mesmas actualizações que avançou nas outras empresas do sector.
A Fiequimetal/CGTP-IN exigiu a negociação do contrato colectivo e salários dignos para o sector metalúrgico.
A federação do sector Químico e Metalúrgico acusa a administração da EMEF, que é vice-presidente da associação patronal, de pretender, através do bloqueio à negociação, destruir as 485 carreiras profissionais, aplicadas a mais de 83 mil metalúrgicos, e de aumentar o horário de trabalho semanal para 60 horas, bloqueando a negociação.
Lutar é resistir
Ao salientar como «é fundamental que os trabalhadores continuem a resistir e a lutar contra a tentativa de retirada de direitos, por parte da administração dos CTT, e contra a imposição de normas às quais não deram o seu acordo», o Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações exigiu, num comunicado de dia 4, valorizações salariais justas, a manutenção dos direitos conquistados, as promoções e as diuturnidades acordadas nos plenários de trabalhadores e a regularização das relações de trabalho.
Aos trabalhadores que assinaram o AE «amarelo», apoiado pelas estruturas da UGT, o SNTCT/CGTP-IN lembrou-lhes que ficaram prejudicados nos direitos e sujeitos, até, a perderem este “acordo de empresa”, dentro de um ano.
Mobilizados para a manifestação nacional da CGTP-IN de 13 de Março, contra a política do Governo PS, pelo trabalho com direitos e por aumentos justos de salários estão os trabalhadores da Lisnave. Em Assembleia Geral, aprovaram, dia 3, por unanimidade, uma resolução que mandata os seus órgãos representativos a marcarem greve, se for necessário, para que ocorram progressos na negociação.
Na EDP e na REN, a negociação sobre remunerações teve a sua primeira reunião no dia 4. A Comissão Negociadora Sindical, liderada pela Fiequimetal/CGTP-IN, reivindica aumentos de 7,75 por cento nos salários, e aumentos relativos a trabalho por turnos e às folgas rotativas, contra o aumento de 1,4 por cento, proposto pela administração, que recorreu ao argumento da “crise” para negar melhorias salariais.
Nas concessionárias de cantinas, bares e restaurantes, o Sindicato da Hotelaria do Norte apelou à participação numa manifestação, convocada para ontem, diante da sede da associação patronal ARESP. A patronal pretende institucionalizar horários de trabalho «brutais», em troca de aumentos salariais de 2,5 por cento, acusou, dia 4, o sindicato da CGTP-IN, dando exemplos, no sector, onde já se praticam, ilegalmente, jornadas laborais de 16 horas. No dia 4, representantes sindicais foram impedidos de contactar os 40 trabalhadores da concessão da cantina da Mabor, em Lousado, Famalicão, durante um protesto na empresa.
Na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, os mais de 2 500 trabalhadores com contratos individuais de trabalho estão em vias de serem discriminados por intermédio da não actualização dos seus salários, avisou, dia 10, o Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores.
A SCML pretende «coagir os trabalhadores não sindicalizados ou sócios das estruturas da CGTP-IN a aderirem a um acordo feito pelo Provedor e os seus amigos» da UGT, acusou o sindicato, lembrando os tempos idos do fascismo, em que era o patrão quem escolhia o sindicato onde os trabalhadores se inscreviam.