Luta sem descanso
As estruturas da CGTP-IN apontam as contradições entre a política do Governo e os ideais que reinam no Natal e deveriam imperar todo o ano. Os trabalhadores respondem com a continuação da luta.
A luta para mudar de política deve marcar 2009
No dia 18, quinta-feira, a baixa lisboeta presenciou um apelo natalício bem distinto dos muitos chamamentos comerciais. Um cortejo de «pais-Natal», seguido de um coro de várias dezenas de activistas sindicais, atravessou a Rua Augusta ao final da tarde, vindo do Largo de Camões e dirigindo-se para o Terreiro do Paço, clamando que este Natal está «às avessas» - uma iniciativa da União dos Sindicatos de Lisboa. Em rábulas, representadas ao longo do percurso, nas palavras de ordem que iam gritando, e em folhetos distribuídos à população, foi feito apelo à reflexão sobre o mundo e o País, onde «são grandes e chorudos os presentes dados à banca e às multinacionais», mas aos trabalhadores são oferecidos «presentes» bem distintos: contenção salarial e perda de poder de compra, alteração gravosa da legislação laboral, aumento da precariedade, crescimento do endividamento, alastramento da pobreza...
Já que no mundo nenhum capitalista pode perder um cêntimo de lucro, a USL/CGTP-IN apresentou um sketch em que o banqueiro pedia dinheiro a um trabalhador endividado. Como Portugal, entre os 27 da União Europeia, apenas é batido pela Letónia, no que toca a desigualdades, a União inaugurou uma árvore de Natal de ricos e outra de pobres, ornamentadas com moedas douradas, aquela, e com carteiras vazias, esta.
Perante os milhares de milhões disponibilizados pelo Governo à banca, a USL lembrou que, entre 2004 e 2007, os bancos não pagaram quase 1600 euros de IRC, e que, no primeiro semestre de 2008, lucraram 5,9 milhões de euros por dia. Em contraste com a socialização dos prejuízos, chamada «nacionalização do BPN», o Governo prepara um plano de privatizações do que resta da participação pública na GALP, na ANA, na TAP e na REN, entre outras empresas lucrativas e estratégicas.
Com as alterações no cálculo das pensões, o Governo roubou 28 milhões de euros aos reformados; com a diferença entre inflação prevista e inflação real, roubou 6,5 por cento de aumentos salariais aos trabalhadores nos últimos oito anos.
Para alterar esta situação e exigir novas políticas, a USL apelou à luta «por um melhor 2009».
Nessa mesma quinta-feira, de manhã, com cerca de um milhar de pessoas, teve lugar no Barreiro uma manifestação, promovida pela União dos Sindicatos de Setúbal, para reclamar melhores salários e a manutenção de postos de trabalho ameaçados, protestar contra as alterações para pior do Código do Trabalho, exigir emprego com direitos e outra política, ao serviço do povo e do País. Nesta acção participou o secretário-geral da CGTP-IN, que, na sua intervenção, salientou que, perante a luta dos trabalhadores, o Governo persiste em fazer de conta que nada acontece, mas «a nossa reivindicação conta». Carvalho da Silva referiu-se a 2009 como um ano que deverá ser de «forte luta para que as coisas mudem».
Entre os participantes, identificavam-se trabalhadores e trabalhadoras da administração local e de empresas como a Fisipe, a EMEF, a Amoníacos de Portugal, a Companhia Petroquímica do Barreiro.
Já que no mundo nenhum capitalista pode perder um cêntimo de lucro, a USL/CGTP-IN apresentou um sketch em que o banqueiro pedia dinheiro a um trabalhador endividado. Como Portugal, entre os 27 da União Europeia, apenas é batido pela Letónia, no que toca a desigualdades, a União inaugurou uma árvore de Natal de ricos e outra de pobres, ornamentadas com moedas douradas, aquela, e com carteiras vazias, esta.
Perante os milhares de milhões disponibilizados pelo Governo à banca, a USL lembrou que, entre 2004 e 2007, os bancos não pagaram quase 1600 euros de IRC, e que, no primeiro semestre de 2008, lucraram 5,9 milhões de euros por dia. Em contraste com a socialização dos prejuízos, chamada «nacionalização do BPN», o Governo prepara um plano de privatizações do que resta da participação pública na GALP, na ANA, na TAP e na REN, entre outras empresas lucrativas e estratégicas.
Com as alterações no cálculo das pensões, o Governo roubou 28 milhões de euros aos reformados; com a diferença entre inflação prevista e inflação real, roubou 6,5 por cento de aumentos salariais aos trabalhadores nos últimos oito anos.
Para alterar esta situação e exigir novas políticas, a USL apelou à luta «por um melhor 2009».
Nessa mesma quinta-feira, de manhã, com cerca de um milhar de pessoas, teve lugar no Barreiro uma manifestação, promovida pela União dos Sindicatos de Setúbal, para reclamar melhores salários e a manutenção de postos de trabalho ameaçados, protestar contra as alterações para pior do Código do Trabalho, exigir emprego com direitos e outra política, ao serviço do povo e do País. Nesta acção participou o secretário-geral da CGTP-IN, que, na sua intervenção, salientou que, perante a luta dos trabalhadores, o Governo persiste em fazer de conta que nada acontece, mas «a nossa reivindicação conta». Carvalho da Silva referiu-se a 2009 como um ano que deverá ser de «forte luta para que as coisas mudem».
Entre os participantes, identificavam-se trabalhadores e trabalhadoras da administração local e de empresas como a Fisipe, a EMEF, a Amoníacos de Portugal, a Companhia Petroquímica do Barreiro.