DEA encobria narcotráfico
A Agência Antidroga dos EUA (DEA) encobriu o narcotráfico e violou os direitos humanos na Bolívia. A declaração do ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, em conferência de imprensa, surge depois das autoridades do país terem dado 90 dias à DEA para abandonar o território.
Munido de documentos oficiais, entre os quais alguns provenientes da congénere boliviana da DEA, a Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (FELCN), Quintana revelou que, em Março de 1994, a aeronave que transportava o traficante condenado Bismarck Roca Daza, foi socorrida pelos norte-americanos. Noutro exemplo, um ano depois, em 1995, um avião que partiu do aeroporto de El Alto foi detido em Lima, capital do Peru, com quatro toneladas de cocaína, acrescentou o governante.
Quintana lembrou ainda, segundo a Prensa Latina, que já em 1991, o então responsável pelas forças armadas bolivianas, general Jorge Moreira, pediu ao presidente em exercício, Jaime Zamora, para expulsar os agentes dos EUA por terem agido violentamente contra a população de Santa Ana de Yucumo, na província de Beni.
Noutro plano, o responsável indiciou o envolvimento da DEA no assassinato do deputado Edmundo Salazar, em 1986, quando este investigava a morte de Noel Kempf e outros membros da sua equipa, os quais haviam descoberto um laboratório de droga em Santa Cruz.
Em 2003, a DEA chegou mesmo a mandar investigar as contas bancárias do então deputado do Movimento para o Socialismo Evo Morales, mas este não é caso único de ingerência política da Agência. De acordo com o próprio Morales, o operacional Steven Faucet, membro do corpo diplomático, esteve envolvido na sabotagem de vários aeroportos.
Nova força soberana
Paralelamente à expulsão da DEA e a expropriação de todos os seus veículos, equipamentos e propriedades em benefício do Estado Boliviano, as autoridades de La Paz anunciaram a criação de um novo corpo policial de combate ao narcotráfico no país. A unidade ficará na dependência da FELCN e coordenará esforços ao nível internacional com a União das Nações Sul-Americanas (UNASUR) e a Comunidade Andina de Nações.
Só este ano, a Bolívia diz já ter apreendido 25 toneladas de cocaína, enquanto a DEA, acrescem, optou por desviar parte dos fundos atribuídos para actividades conspirativas contra o governo democraticamente eleito pelo povo boliviano.
Munido de documentos oficiais, entre os quais alguns provenientes da congénere boliviana da DEA, a Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (FELCN), Quintana revelou que, em Março de 1994, a aeronave que transportava o traficante condenado Bismarck Roca Daza, foi socorrida pelos norte-americanos. Noutro exemplo, um ano depois, em 1995, um avião que partiu do aeroporto de El Alto foi detido em Lima, capital do Peru, com quatro toneladas de cocaína, acrescentou o governante.
Quintana lembrou ainda, segundo a Prensa Latina, que já em 1991, o então responsável pelas forças armadas bolivianas, general Jorge Moreira, pediu ao presidente em exercício, Jaime Zamora, para expulsar os agentes dos EUA por terem agido violentamente contra a população de Santa Ana de Yucumo, na província de Beni.
Noutro plano, o responsável indiciou o envolvimento da DEA no assassinato do deputado Edmundo Salazar, em 1986, quando este investigava a morte de Noel Kempf e outros membros da sua equipa, os quais haviam descoberto um laboratório de droga em Santa Cruz.
Em 2003, a DEA chegou mesmo a mandar investigar as contas bancárias do então deputado do Movimento para o Socialismo Evo Morales, mas este não é caso único de ingerência política da Agência. De acordo com o próprio Morales, o operacional Steven Faucet, membro do corpo diplomático, esteve envolvido na sabotagem de vários aeroportos.
Nova força soberana
Paralelamente à expulsão da DEA e a expropriação de todos os seus veículos, equipamentos e propriedades em benefício do Estado Boliviano, as autoridades de La Paz anunciaram a criação de um novo corpo policial de combate ao narcotráfico no país. A unidade ficará na dependência da FELCN e coordenará esforços ao nível internacional com a União das Nações Sul-Americanas (UNASUR) e a Comunidade Andina de Nações.
Só este ano, a Bolívia diz já ter apreendido 25 toneladas de cocaína, enquanto a DEA, acrescem, optou por desviar parte dos fundos atribuídos para actividades conspirativas contra o governo democraticamente eleito pelo povo boliviano.