Bombardeamento mata civis
O comando norte-americano no Afeganistão admitiu a morte de 37 civis durante um bombardeamento na província de Kandahar. O ataque foi realizado contra a aldeia de Wech Bagthu, e a maioria das vítimas, entre as quais 23 crianças e uma dezena de mulheres, encontravam-se numa festa de casamento.
O bombardeamento dos EUA terá sido uma forma de retaliação
Segundo testemunhos divulgados pelo jornal Gara, a investida norte-americana iniciou-se a meio da tarde e prolongou-se até à meia-noite. Só por essa hora é que os soldados entraram no povoado e, perante o cenário de destruição, permitiram o transporte dos feridos para o hospital mais próximo. «Perdi a minha mãe, dois filhos, um neto, um sobrinho e uma prima», contou o pai da noiva, citado pelo diário basco.
Os mesmos relatos indicam que o combate terá começado depois de um grupo armado afegão ter tomado a localidade, alheio à vontade dos seus habitantes, acrescentam, e ali ter feito praça para um ataque contra as forças ocupantes. O bombardeamento da aviação dos EUA terá sido uma forma de retaliação.
Num primeiro comentário ao sucedido, os responsáveis norte-americanos atribuem as responsabilidades aos talibãs dizendo que os civis procuravam abandonar a área mas os talibãs não permitiram, usando-os como escudos humanos enquanto disparavam contra os soldados de Washington e Cabul.
À posteriori, altas patentes do exército dos EUA lamentaram a perda de vidas inocentes e em visita aos feridos e aos familiares das vítimas entregaram dinheiro como forma de indemnização pelos danos causados.
Prática comum
Pouco mais de 24 horas depois da barbárie em Kandahar, em Ghormach, na fronteira com o Turquemenistão, sete civis perderam a vida em mais um bombardeamento. O exército americano diz ter morto 12 insurrectos, mas admite a possibilidade de no ataque terem perecido civis, ressalvando que «leva muito a sério a defesa do povo afegão». Já na província de Khost, outros 14 homens foram abatidos por helicópteros norte-americanos. As vítimas são pretensos guardas de uma empresa de construção civil que realizava uma obra em Khoni Khor. Pelo menos cinco operários resultaram feridos.
O recrudescimento da guerra no Afeganistão já custou a vida, só este ano, a cerca de cinco mil pessoas. Entre os ocupantes, as vítimas mais recentes são dois soldados espanhóis, mortos num atentado contra uma coluna militar em Herat.
Ordem para matar
Entretanto, o diário The New York Times revelou que o Pentágono levou a cabo, nos últimos anos, diversos ataques em vários países contra supostas células da al Qaeda. De acordo com o matutino, a autorização para as referidas campanhas militares em territórios soberanos – posterior a 2004, isto é, ulterior à autorização para que os serviços secretos matassem qualquer membro da al Qaeda em qualquer parte do mundo – veio directamente do presidente George W. Bush e do então secretário da Defesa, Donald Rumsfeld.
Entre a lista de 15 a 20 países considerados e atingidos estão o Paquistão, a Somália, o Iémene ou a Síria. A Agência Central de Inteligência, CIA, coordenou boa parte das investidas, mas noutras, como a de 26 de Outubro contra a Síria, actuou sozinha, diz o Times.
Os mesmos relatos indicam que o combate terá começado depois de um grupo armado afegão ter tomado a localidade, alheio à vontade dos seus habitantes, acrescentam, e ali ter feito praça para um ataque contra as forças ocupantes. O bombardeamento da aviação dos EUA terá sido uma forma de retaliação.
Num primeiro comentário ao sucedido, os responsáveis norte-americanos atribuem as responsabilidades aos talibãs dizendo que os civis procuravam abandonar a área mas os talibãs não permitiram, usando-os como escudos humanos enquanto disparavam contra os soldados de Washington e Cabul.
À posteriori, altas patentes do exército dos EUA lamentaram a perda de vidas inocentes e em visita aos feridos e aos familiares das vítimas entregaram dinheiro como forma de indemnização pelos danos causados.
Prática comum
Pouco mais de 24 horas depois da barbárie em Kandahar, em Ghormach, na fronteira com o Turquemenistão, sete civis perderam a vida em mais um bombardeamento. O exército americano diz ter morto 12 insurrectos, mas admite a possibilidade de no ataque terem perecido civis, ressalvando que «leva muito a sério a defesa do povo afegão». Já na província de Khost, outros 14 homens foram abatidos por helicópteros norte-americanos. As vítimas são pretensos guardas de uma empresa de construção civil que realizava uma obra em Khoni Khor. Pelo menos cinco operários resultaram feridos.
O recrudescimento da guerra no Afeganistão já custou a vida, só este ano, a cerca de cinco mil pessoas. Entre os ocupantes, as vítimas mais recentes são dois soldados espanhóis, mortos num atentado contra uma coluna militar em Herat.
Ordem para matar
Entretanto, o diário The New York Times revelou que o Pentágono levou a cabo, nos últimos anos, diversos ataques em vários países contra supostas células da al Qaeda. De acordo com o matutino, a autorização para as referidas campanhas militares em territórios soberanos – posterior a 2004, isto é, ulterior à autorização para que os serviços secretos matassem qualquer membro da al Qaeda em qualquer parte do mundo – veio directamente do presidente George W. Bush e do então secretário da Defesa, Donald Rumsfeld.
Entre a lista de 15 a 20 países considerados e atingidos estão o Paquistão, a Somália, o Iémene ou a Síria. A Agência Central de Inteligência, CIA, coordenou boa parte das investidas, mas noutras, como a de 26 de Outubro contra a Síria, actuou sozinha, diz o Times.