Governo congela privatização
O governo francês suspendeu os planos de abertura do capital dos correios, La Poste, considerando que o momento não é propício a uma tal operação.
O anúncio foi feito no domingo, 2, por Henri Guaino, conselheiro do presidente Sarkozy, numa entrevista à rádio Europe1. As declarações de Guaino foram confirmadas pelo secretário de Estado do Consumo, Luc Chatel, que disse não estar mais na ordem do dia a privatização daquela empresa pública, embora permaneça por resolver a questão do seu financiamento com vista à liberalização total do mercado postal em 2011.
Os sindicatos reagiram com prudência a estas declarações, decidindo manter a jornada de acção marcada para 22 de Novembro contra a privatização dos correios. A CGT, primeira estrutura sindical na empresa, considera que este recuo conjuntural do governo dever ser utilizado para multiplicar as iniciativas em defesa de um serviço público de correios e dos direitos dos seus trabalhadores.
O calendário da privatização prevê a passagem da empresa a sociedade anónima em Janeiro de 2010 e a venda de cerca de 30 por cento do seu capital em 2011.
A defesa dos correios públicos é uma bandeira de todos os partidos da oposição e dos sindicatos que têm dinamizado um forte movimento social nos últimos meses. Em 23 de Setembro, uma greve na La Poste registou uma adesão de 40 por cento dos seus 280 mil trabalhadores. Várias estruturas sindicais e associações lançaram petições e exigem um debate público ou mesmo um referendo sobre a matéria.
Num momento em que o governo destinou perto de 360 mil milhões de euros para o sector bancário, a suspensão do projecto é vista com um recuo táctico para acalmar a oposição e atenuar o descontentamento de vastas camadas da população.
O anúncio foi feito no domingo, 2, por Henri Guaino, conselheiro do presidente Sarkozy, numa entrevista à rádio Europe1. As declarações de Guaino foram confirmadas pelo secretário de Estado do Consumo, Luc Chatel, que disse não estar mais na ordem do dia a privatização daquela empresa pública, embora permaneça por resolver a questão do seu financiamento com vista à liberalização total do mercado postal em 2011.
Os sindicatos reagiram com prudência a estas declarações, decidindo manter a jornada de acção marcada para 22 de Novembro contra a privatização dos correios. A CGT, primeira estrutura sindical na empresa, considera que este recuo conjuntural do governo dever ser utilizado para multiplicar as iniciativas em defesa de um serviço público de correios e dos direitos dos seus trabalhadores.
O calendário da privatização prevê a passagem da empresa a sociedade anónima em Janeiro de 2010 e a venda de cerca de 30 por cento do seu capital em 2011.
A defesa dos correios públicos é uma bandeira de todos os partidos da oposição e dos sindicatos que têm dinamizado um forte movimento social nos últimos meses. Em 23 de Setembro, uma greve na La Poste registou uma adesão de 40 por cento dos seus 280 mil trabalhadores. Várias estruturas sindicais e associações lançaram petições e exigem um debate público ou mesmo um referendo sobre a matéria.
Num momento em que o governo destinou perto de 360 mil milhões de euros para o sector bancário, a suspensão do projecto é vista com um recuo táctico para acalmar a oposição e atenuar o descontentamento de vastas camadas da população.