Luta por salários
Dezenas de milhares de metalúrgicos participaram nas chamadas «greves de aviso» na Alemanha, exigindo aumentos salariais de oito por cento. O conflito ameaça radicalizar-se.
O sector metalúrgico exige oito por cento de aumento
Na madrugada de sábado, dia 1, mais de cinco mil operários suspenderam a laboração nas fábricas da Audi, em Ingolstadt e Neckershulm, antecipando o termo do seu turno em três horas e meia.
O protesto foi igualmente seguido por mais cerca de três mil trabalhadores na Baviera e em Baden-Wuerttemberg, onde se situam várias unidades da Audi, BMW, Porsche e Daimler.
O movimento de greves de «aviso», lançado pelo sindicato IG Metall imediatamente a seguir ao termo do acordo salarial que vigorou até dia 31, estendeu-se na segunda-feira, dia 2, a muitas outras regiões e indústrias do sector.
Mais de 30 mil operários aderirão às paralisações parciais, esperando assim desbloquear as negociações do novo acordo salarial para cerca de 3,6 milhões de trabalhadores.
O IG Metall, que conta com 2,3 milhões de associados, reclama uma subida de oito por cento para o prazo de um ano, notando que as empresas dos sectores metalúrgico e eléctrico tiveram elevados lucros ao contrário dos trabalhadores que perderam poder de compra.
A confederação patronal (Gesamtmetall), não quer ir além de 2,9 por cento, evocando a quebra da procura de novos veículos, que já levou ao encerramento temporário de fábricas da Daimler, da BMW, da Opel e da Porsche, e ao despedimento de milhares de trabalhadores precários na Volkswagen.
O sindicato, que segundo a imprensa alemã dispõe de um fundo de greve que se eleva a mais de dois mil milhões de euros, recusou liminarmente a proposta patronal, considerando-a «não apenas insuficiente, mas também indecente».
Lembrando os lucros astronómicos obtidos pelas empresas nos últimos anos, o IG Metall sustenta que a actual crise económica não deve servir de desculpa para penalizar os trabalhadores, tanto mais que a indústria precisa de uma retoma do consumo.
«As pessoas precisam de dinheiro para comprar aquilo que produzem, onde se inclui os automóveis», declarou na segunda-feira, dia 3, na estação de televisão ZDF, Berthold Huber, presidente do IG Metall, sublinhando que o maior perigo para a economia alemã é «a recusa de consumir».
As derradeiras negociações salariais estão agendadas para os próximos dias 10 e 11, devendo o IG Metall promover entretanto um referendo sobre a convocação de uma greve ilimitada, caso o patronato não ceda às suas reivindicações.
O protesto foi igualmente seguido por mais cerca de três mil trabalhadores na Baviera e em Baden-Wuerttemberg, onde se situam várias unidades da Audi, BMW, Porsche e Daimler.
O movimento de greves de «aviso», lançado pelo sindicato IG Metall imediatamente a seguir ao termo do acordo salarial que vigorou até dia 31, estendeu-se na segunda-feira, dia 2, a muitas outras regiões e indústrias do sector.
Mais de 30 mil operários aderirão às paralisações parciais, esperando assim desbloquear as negociações do novo acordo salarial para cerca de 3,6 milhões de trabalhadores.
O IG Metall, que conta com 2,3 milhões de associados, reclama uma subida de oito por cento para o prazo de um ano, notando que as empresas dos sectores metalúrgico e eléctrico tiveram elevados lucros ao contrário dos trabalhadores que perderam poder de compra.
A confederação patronal (Gesamtmetall), não quer ir além de 2,9 por cento, evocando a quebra da procura de novos veículos, que já levou ao encerramento temporário de fábricas da Daimler, da BMW, da Opel e da Porsche, e ao despedimento de milhares de trabalhadores precários na Volkswagen.
O sindicato, que segundo a imprensa alemã dispõe de um fundo de greve que se eleva a mais de dois mil milhões de euros, recusou liminarmente a proposta patronal, considerando-a «não apenas insuficiente, mas também indecente».
Lembrando os lucros astronómicos obtidos pelas empresas nos últimos anos, o IG Metall sustenta que a actual crise económica não deve servir de desculpa para penalizar os trabalhadores, tanto mais que a indústria precisa de uma retoma do consumo.
«As pessoas precisam de dinheiro para comprar aquilo que produzem, onde se inclui os automóveis», declarou na segunda-feira, dia 3, na estação de televisão ZDF, Berthold Huber, presidente do IG Metall, sublinhando que o maior perigo para a economia alemã é «a recusa de consumir».
As derradeiras negociações salariais estão agendadas para os próximos dias 10 e 11, devendo o IG Metall promover entretanto um referendo sobre a convocação de uma greve ilimitada, caso o patronato não ceda às suas reivindicações.