Professores mobilizam-se para dia 8
A Plataforma Sindical dos Professores prossegue o trabalho de mobilização para a participação na manifestação nacional e no plenário de dia 8, em Lisboa, no alto do Parque Eduardo VII.
Exigir «respeito pelos docentes e uma profissão valorizada» é o objectivo desta acção, oito meses depois da histórica marcha de 8 de Março. Além de uma avaliação de desempenho justa, rejeitando o modelo do Ministério da Educação, os professores reivindicam horários pedagogicamente adequados e protestam contra a sobrecarga de trabalho administrativo e extra-curricular a que estão sujeitos. A luta pela estabilidade profissional e por uma gestão democrática das escolas, contrária «à imposição do modelo autoritário», e a rejeição dos actuais concursos são os outros motivos para a luta enunciados pela Plataforma.
Num comunicado à imprensa, dia 23, o Sindicato dos Professores da Região Centro revelou que a participação recorde em plenários de mobilização para o protesto, em Lisboa, está a fazer com que a ministra da Educação «comece a temer». O SPRC/CGTP-IN, em três semanas, efectuou encontros que «tiveram a participação de quase quatro mil docentes».
Estão já reservados autocarros, por todo o País, para a luta em Lisboa, e as inscrições estão a aumentar a cada dia que passa.
Nos plenários têm também sido discutidos aspectos fundamentais para a classe docente, nomeadamente as alterações à progressão na carreira.
Suspensão da avaliação
A Plataforma Sindical, numa conferência de imprensa, no dia 24, exigiu a suspensão imediata da avaliação de desempenho dos professores e reiterou o seu total desacordo com o actual modelo de avaliação, um dos principais motivos da contestação da classe docente.
Segundo os 14 sindicatos que incorporam a Plataforma Sindical, a suspensão da avaliação permitiria recentrar os professores na tarefa de ensinar, permitir que se ocupem prioritariamente com os alunos, antecipar em alguns meses a negociação de outro modelo de avaliação e centrá-la na «renegociação dos principais eixos da desastrosa política educativa deste Governo», incluindo o Estatuto da Carreira Docente e a gestão e administração escolares.
A Plataforma afirma que a avaliação está a provocar situações tão graves que está a sedimentar-se a ideia, entre os docentes, de que «assim não se pode ser professor», por culpa de um modelo «incapaz, sequer, de ser instalado, quanto mais aplicado com um mínimo de equidade».
Os sindicatos também criticam o modelo de avaliação do Governo, devido à sua «enorme complexidade» e por levar a leituras diversas. A sua aplicação «revela-se morosa» e «dificultada por falta de informação cabal e inequívoca», e são também consideradas «bizarras» as «concepções do papel de quem avalia», salientando-se o «clima de contestação» provocado pela indigitação dos respectivos avaliadores.
Igualmente criticado é o facto de que «a maioria dos itens constantes das fichas de avaliação não são passíveis de ser universalizados».
Estas são questões que, segundo a Plataforma, «assumem um papel fundamental nas arbitrariedades que se têm sucedido, porque o modelo centra-se nas responsabilidades individuais e não no contributo para o desenvolvimento de uma cultura de avaliação».
Exigir «respeito pelos docentes e uma profissão valorizada» é o objectivo desta acção, oito meses depois da histórica marcha de 8 de Março. Além de uma avaliação de desempenho justa, rejeitando o modelo do Ministério da Educação, os professores reivindicam horários pedagogicamente adequados e protestam contra a sobrecarga de trabalho administrativo e extra-curricular a que estão sujeitos. A luta pela estabilidade profissional e por uma gestão democrática das escolas, contrária «à imposição do modelo autoritário», e a rejeição dos actuais concursos são os outros motivos para a luta enunciados pela Plataforma.
Num comunicado à imprensa, dia 23, o Sindicato dos Professores da Região Centro revelou que a participação recorde em plenários de mobilização para o protesto, em Lisboa, está a fazer com que a ministra da Educação «comece a temer». O SPRC/CGTP-IN, em três semanas, efectuou encontros que «tiveram a participação de quase quatro mil docentes».
Estão já reservados autocarros, por todo o País, para a luta em Lisboa, e as inscrições estão a aumentar a cada dia que passa.
Nos plenários têm também sido discutidos aspectos fundamentais para a classe docente, nomeadamente as alterações à progressão na carreira.
Suspensão da avaliação
A Plataforma Sindical, numa conferência de imprensa, no dia 24, exigiu a suspensão imediata da avaliação de desempenho dos professores e reiterou o seu total desacordo com o actual modelo de avaliação, um dos principais motivos da contestação da classe docente.
Segundo os 14 sindicatos que incorporam a Plataforma Sindical, a suspensão da avaliação permitiria recentrar os professores na tarefa de ensinar, permitir que se ocupem prioritariamente com os alunos, antecipar em alguns meses a negociação de outro modelo de avaliação e centrá-la na «renegociação dos principais eixos da desastrosa política educativa deste Governo», incluindo o Estatuto da Carreira Docente e a gestão e administração escolares.
A Plataforma afirma que a avaliação está a provocar situações tão graves que está a sedimentar-se a ideia, entre os docentes, de que «assim não se pode ser professor», por culpa de um modelo «incapaz, sequer, de ser instalado, quanto mais aplicado com um mínimo de equidade».
Os sindicatos também criticam o modelo de avaliação do Governo, devido à sua «enorme complexidade» e por levar a leituras diversas. A sua aplicação «revela-se morosa» e «dificultada por falta de informação cabal e inequívoca», e são também consideradas «bizarras» as «concepções do papel de quem avalia», salientando-se o «clima de contestação» provocado pela indigitação dos respectivos avaliadores.
Igualmente criticado é o facto de que «a maioria dos itens constantes das fichas de avaliação não são passíveis de ser universalizados».
Estas são questões que, segundo a Plataforma, «assumem um papel fundamental nas arbitrariedades que se têm sucedido, porque o modelo centra-se nas responsabilidades individuais e não no contributo para o desenvolvimento de uma cultura de avaliação».