O regresso dos símbolos
O Parlamentou Europeu votou na semana passada, dia 9, um relatório no qual tenta impor o regresso dos denominados «símbolos da União». Recorde-se que o último projecto de tratado europeu, chumbado pelo referendo irlandês, a bandeira, hino, divisa e dia da UE deixaram de ser expressamente mencionados.
Provando que esta não passou de mais uma manobra para enganar os povos europeus e esconder o carácter federalista e constitucional do texto, a maioria social-democrata e conservadora do Parlamento Europeu adoptou, por 503 votos a favor, 96 contra e 15 abstenções, uma modificação ao regimento que torna obrigatória a utilização dos referidos símbolos nas suas reuniões.
A bandeira com o círculo de 12 estrelas passará a ser colocada em todas as actividades parlamentares, o hino europeu, adaptado da Ode à Alegria de Beethoven, soará nas sessões solenes e a divisa, «Unidos na Diversidade» figurará em todos os documentos oficiais da instituição.
Os eurodeputados não só lamentam o abandono de tais símbolos no chamado tratado de Lisboa, como decidiram ainda estabelecer o dia 9 de Maio, aniversário do discurso fundador de Robert Shuman em 1950, como o Dia da Europa. Numa declaração anexa ao relatório sugerem aos governos europeus que reconheçam a data como «um dia feriado europeu» de modo a enraizar-se «na memória afectiva dos europeus».
O deputado do PCP, Pedro Guerreiro, condenou o relatório, sublinhando que se trata de uma tentativa de «ultrapassar a vontade democrática e soberanamente expressa pelos povos que rejeitaram a proposta de tratado, primeiramente dito “constitucional” e, posteriormente, denominado de “Lisboa”».
Denunciando a «hipocrisia» e o «cinismo» da maioria parlamentar, Pedro Guerreiro lembrou que a União não tem existência jurídica e que os símbolos já haviam sido retirados do articulado da proposta de tratado.
Provando que esta não passou de mais uma manobra para enganar os povos europeus e esconder o carácter federalista e constitucional do texto, a maioria social-democrata e conservadora do Parlamento Europeu adoptou, por 503 votos a favor, 96 contra e 15 abstenções, uma modificação ao regimento que torna obrigatória a utilização dos referidos símbolos nas suas reuniões.
A bandeira com o círculo de 12 estrelas passará a ser colocada em todas as actividades parlamentares, o hino europeu, adaptado da Ode à Alegria de Beethoven, soará nas sessões solenes e a divisa, «Unidos na Diversidade» figurará em todos os documentos oficiais da instituição.
Os eurodeputados não só lamentam o abandono de tais símbolos no chamado tratado de Lisboa, como decidiram ainda estabelecer o dia 9 de Maio, aniversário do discurso fundador de Robert Shuman em 1950, como o Dia da Europa. Numa declaração anexa ao relatório sugerem aos governos europeus que reconheçam a data como «um dia feriado europeu» de modo a enraizar-se «na memória afectiva dos europeus».
O deputado do PCP, Pedro Guerreiro, condenou o relatório, sublinhando que se trata de uma tentativa de «ultrapassar a vontade democrática e soberanamente expressa pelos povos que rejeitaram a proposta de tratado, primeiramente dito “constitucional” e, posteriormente, denominado de “Lisboa”».
Denunciando a «hipocrisia» e o «cinismo» da maioria parlamentar, Pedro Guerreiro lembrou que a União não tem existência jurídica e que os símbolos já haviam sido retirados do articulado da proposta de tratado.