Vigilância abusiva
Dezenas de milhares de pessoas manifestaram-se no sábado, dia 11, no centro de Berlim em protesto contra a vigilância electrónica do Estado e das empresas sobre os cidadãos e exigindo respeito pelos direitos constitucionais.
A vigilância electrónica ameaça direitos e liberdades
A manifestação teve o apoio de cerca de 120 organizações, incluindo partidos políticos, sindicatos, associações profissionais de advogados, médicos, jornalistas, assistentes sociais e de associações de defesa dos direitos dos refugiados, entre outras.
Segundo dados da polícia, foram «vários milhares» os manifestantes que encheram praticamente a ampla avenida Unter den Linden, a histórica artéria da capital alemã, sob o lema «Liberdade em vez de medo – Parem com a loucura da vigilância».
Os organizadores contabilizaram cerca de 50 mil participantes e sublinharam que a marcha teve como objectivo condenar a política de segurança na Alemanha, onde se fala constantemente dos perigos do terrorismo e da criminalidade, para justificar novas medidas de vigilância.
«Apesar de a Lei Fundamental instituir o direito ao sigilo das telecomunicações, anualmente fazem-se na Alemanha mais de 50 mil escutas telefónicas, que incluem o processamento dos dados recolhidos, ou seja, quem falou com quem, e quando», declarou ao canal público de televisão, ARD, Sven Lueders, representante de uma das associações promotoras do protesto.
Na Alexander Platz, pouco antes do arranque da manifestação, o rapper Padeluun, músico célebre na Alemanha que integrou a comissão organizadora, usou o microfone para entoar um aviso: «quem hoje ainda se ri, amanhã já estará a ser vigiado, a liberdade morre com a segurança, nós estamos aqui, somos ruidosos, porque nos roubam os dados». O cantor acusou ainda a Deutsche Telekom de ter permitido o roubo de registos electrónicos de milhões de clientes.
O manifesto da acção acusa o Estado e as empresas de fazerem «registos cada vez mais completos dos cidadãos para os controlar, violando o princípio da privacidade e pondo em causa a liberdade de crença, de opinião e de imprensa, bem como o trabalho de médicos, serviços de assistência e advogados». O desfile percorreu vários quilómetros até ao Parlamento alemão.
Segundo dados da polícia, foram «vários milhares» os manifestantes que encheram praticamente a ampla avenida Unter den Linden, a histórica artéria da capital alemã, sob o lema «Liberdade em vez de medo – Parem com a loucura da vigilância».
Os organizadores contabilizaram cerca de 50 mil participantes e sublinharam que a marcha teve como objectivo condenar a política de segurança na Alemanha, onde se fala constantemente dos perigos do terrorismo e da criminalidade, para justificar novas medidas de vigilância.
«Apesar de a Lei Fundamental instituir o direito ao sigilo das telecomunicações, anualmente fazem-se na Alemanha mais de 50 mil escutas telefónicas, que incluem o processamento dos dados recolhidos, ou seja, quem falou com quem, e quando», declarou ao canal público de televisão, ARD, Sven Lueders, representante de uma das associações promotoras do protesto.
Na Alexander Platz, pouco antes do arranque da manifestação, o rapper Padeluun, músico célebre na Alemanha que integrou a comissão organizadora, usou o microfone para entoar um aviso: «quem hoje ainda se ri, amanhã já estará a ser vigiado, a liberdade morre com a segurança, nós estamos aqui, somos ruidosos, porque nos roubam os dados». O cantor acusou ainda a Deutsche Telekom de ter permitido o roubo de registos electrónicos de milhões de clientes.
O manifesto da acção acusa o Estado e as empresas de fazerem «registos cada vez mais completos dos cidadãos para os controlar, violando o princípio da privacidade e pondo em causa a liberdade de crença, de opinião e de imprensa, bem como o trabalho de médicos, serviços de assistência e advogados». O desfile percorreu vários quilómetros até ao Parlamento alemão.