Portugal fica a perder
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) acusou, sábado, o Governo de, em três anos, ter «liquidado a produção de beterraba sacarina» na sequência da última reforma da Organização Comum de Mercado (COM) do açúcar.
«O Governo negociou muito mal aquela reforma, aceitando reduzir drasticamente a quota nacional de 70 mil para 15 mil toneladas de produção com ajuda», disse, à Lusa, João Dinis, da CNA.
A reforma do açúcar da COM, subscrita em 2005 pelo Ministério da Agricultura e pelo Governo, implicou a redução da quota nacional de produção de açúcar de beterraba de 70 mil para 34 mil toneladas em 2007, e para 15 mil toneladas em 2008.
O dirigente da CNA informou ainda que a produção organizada de açúcar de beterraba em Portugal Continental iniciou-se em 1997, em resultado do investimento público (comunitário e nacional) na construção de uma fábrica específica, em Coruche.
O sector, acrescenta João Dinis, envolvia 800 produtores e uma área aproximadamente de oito mil hectares, que produzia anualmente mais 500 mil toneladas de beterraba açucarina, o correspondente a 70 mil toneladas de açúcar, cerca de 20 por cento das necessidades nacionais.
O dirigente da CNA recorda que muitos agricultores foram estimulados a reconverterem-se para aquela produção, investindo em novos equipamentos e métodos que, entretanto, ficam sem utilidade, com «prejuízos para Portugal e a agricultura».
«O Governo negociou muito mal aquela reforma, aceitando reduzir drasticamente a quota nacional de 70 mil para 15 mil toneladas de produção com ajuda», disse, à Lusa, João Dinis, da CNA.
A reforma do açúcar da COM, subscrita em 2005 pelo Ministério da Agricultura e pelo Governo, implicou a redução da quota nacional de produção de açúcar de beterraba de 70 mil para 34 mil toneladas em 2007, e para 15 mil toneladas em 2008.
O dirigente da CNA informou ainda que a produção organizada de açúcar de beterraba em Portugal Continental iniciou-se em 1997, em resultado do investimento público (comunitário e nacional) na construção de uma fábrica específica, em Coruche.
O sector, acrescenta João Dinis, envolvia 800 produtores e uma área aproximadamente de oito mil hectares, que produzia anualmente mais 500 mil toneladas de beterraba açucarina, o correspondente a 70 mil toneladas de açúcar, cerca de 20 por cento das necessidades nacionais.
O dirigente da CNA recorda que muitos agricultores foram estimulados a reconverterem-se para aquela produção, investindo em novos equipamentos e métodos que, entretanto, ficam sem utilidade, com «prejuízos para Portugal e a agricultura».