Crianças checas sem lugar na creche

Uma em cada duas crianças em idade pré-escolar na República Checa viu recusada a sua inscrição numa creche por falta de lugares. Após durante 15 anos terem encerrado a vasta rede pública construída no período socialista, as autarquias do país não conseguem dar resposta às necessidades das famílias.
Os encerramentos foram a seu tempo justificados com a diminuição da natalidade registada nos anos 90, mas tiveram igualmente motivações ideológicas, já que, em oposição às políticas anteriores que incentivam a educação pública, o novo poder apostou no alargamento das licenças de maternidade durante três ou quatro anos.
O problema é que a maioria das mulheres, por razões económicas e de realização pessoal, prefere regressar ao seu emprego, confiando os filhos a estabelecimentos competentes.
Sem meios para construir novas creches, uma vez que os antigos edifícios foram entretanto vendidos, o governo promete agora benefícios fiscais aos privados e empresas que decidam criar estruturas de acolhimento dos petizes.


Mais artigos de: Europa

Injustiça social mata milhões

Uma criança nascida nos arredores de Glasgow, na Escócia, tem uma esperança de vida 28 anos inferior à de uma outra nascida a apenas 13 quilómetros de distância. Uma rapariga do Lesoto viverá menos 42 anos do que outra coetânea no Japão.

«Diálogo e negocição»

O reinício do diálogo e das negociações é a única forma de resolver o «problema político de fundo» neste país, afirmou Arnaldo Otegui à saída da prisão, em Martutene, nos arredores de São Sebastião.

Estado fica com as dívidas

O governo italiano aprovou na passada semana, dia 28, um decreto que altera a lei das falências com vista a permitir a venda a retalho da companhia aérea de bandeira Alitália.O texto prevê que as grandes empresas em dificuldades possam acelerar certos procedimentos como a cessão de activos, de contratos e o despedimento...

Pela paz

Está a tornar-se cada vez mais claro que ao capitalismo já não basta o recurso à ideologia para impor as suas regras. É crescente o recurso à ingerência interna, à provocação, ao conflito armado, à invasão, à guerra, para controlar recursos naturais – petróleo, gás, água – ou rotas e vias de acesso a fontes estratégicas,...