Líder do Batasuna libertado

«Diálogo e negocição»

O reinício do diálogo e das negociações é a única forma de resolver o «problema político de fundo» neste país, afirmou Arnaldo Otegui à saída da prisão, em Martutene, nos arredores de São Sebastião.

Otegui exigiu a libertação de todos os presos políticos

Após 15 meses de encarceramento por crime de «apologia do terrorismo», o líder da esquerda independentista basca, libertado no sábado, dia 30, apelou a um «cenário de paz e de democracia» que permita ao país decidir sobre o seu futuro. Neste processo, sublinhou, «devem ser libertados todos os presos políticos bascos».
Arnaldo Otegi foi preso em 8 de Junho de 2007 na sequência de uma decisão do Tribunal Supremo que confirmou a sentença da Audiência Nacional, de 27 de Abril de 2006, condenando o dirigente independentista pela sua participação numa homenagem póstuma a José Miguel Beñran Argala, realizada em 2003 na cidade de Vizcaua.
Para além deste processo, Otegi tem contra si três outras acusações políticas pendentes cujas penas variam entre os dois e os 15 anos de prisão. A mais grave resulta de um processo instruído em Abril passado pelo juiz Baltasar Garzon contra os membros da mesa nacional do Batasuna. Otegi e outros 39 dirigentes deste partido poderão ser convocados nos próximos meses para novamente responder em tribunal.
Desta vez Garzon sustenta que os membros daquele órgão formavam parte da direcção da «frente político-institucional» da ETA, podendo ser condenados pelo crime de integração de uma organização terrorista ao nível dirigente, para o qual está prevista uma pena até 15 anos de prisão.
Um outro processo acusa Otegui de ter participado numa sessão de homenagem a José Mria Sagarduy, o preso político basco com mais anos de reclusão. Otegui é igualmente acusado juntamente com outros dirigentes de «reunião ilegal e desobediência grave». Aqui os factos reportam-se ao comício de Anoeta, em Novembro de 2004, no qual o Batasuna apresentou um plano de paz que esteve na base nas negociações posteriores com o governo de Zapatero.


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