Rejeição e repúdio
Os deputados apreciaram uma petição promovida pela União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) onde os mais de 16 mil subscritores solicitam à Assembleia da República que condene politicamente o processo conducente à criação do Museu Salazar e que adopte medidas que impeçam a sua concretização.
No texto, os peticionários expressam o seu repúdio por uma tal iniciativa considerando que seria «uma afronta a todos os portugueses que se identificam com a democracia e o seu acto fundador do 25 de Abril».
No decurso do debate, faz amanhã oito dias, as críticas à «iniciativa saudosista» da Câmara Municipal de Santa Comba Dão vieram do PCP, PS e BE, enquanto o PSD e o CDS/PP mostraram em relação à mesma compreensão e receptividade, com considerações que objectivamente representaram uma apologia de Salazar.
O deputado laranja José Cesário viu nele «um projecto válido e sério», que pode constituir-se como «um pólo de desenvolvimento regional», ao passo que o deputado centrista Nuno Melo fez a aproximação à iniciativa alegando que a memória da ditadura fascista faz parte da nossa história.
Para o deputado comunista António Filipe, autor do relatório final da petição, não há qualquer dúvida quanto ao facto de se estar perante uma iniciativa violadora da Constituição e da lei, de 1978, que proíbe organizações que visem «difundir valores, princípios» ou que «exaltem as personalidades mais representativas» de regimes fascistas.
Como «é o caso da Casa Museu Salazar» que a autarquia de Santa Comba Dão pretender levar a cabo, exemplificou, defendendo que o Parlamento deve condenar politicamente tal iniciativa.
No texto, os peticionários expressam o seu repúdio por uma tal iniciativa considerando que seria «uma afronta a todos os portugueses que se identificam com a democracia e o seu acto fundador do 25 de Abril».
No decurso do debate, faz amanhã oito dias, as críticas à «iniciativa saudosista» da Câmara Municipal de Santa Comba Dão vieram do PCP, PS e BE, enquanto o PSD e o CDS/PP mostraram em relação à mesma compreensão e receptividade, com considerações que objectivamente representaram uma apologia de Salazar.
O deputado laranja José Cesário viu nele «um projecto válido e sério», que pode constituir-se como «um pólo de desenvolvimento regional», ao passo que o deputado centrista Nuno Melo fez a aproximação à iniciativa alegando que a memória da ditadura fascista faz parte da nossa história.
Para o deputado comunista António Filipe, autor do relatório final da petição, não há qualquer dúvida quanto ao facto de se estar perante uma iniciativa violadora da Constituição e da lei, de 1978, que proíbe organizações que visem «difundir valores, princípios» ou que «exaltem as personalidades mais representativas» de regimes fascistas.
Como «é o caso da Casa Museu Salazar» que a autarquia de Santa Comba Dão pretender levar a cabo, exemplificou, defendendo que o Parlamento deve condenar politicamente tal iniciativa.