Germoplasma Vegetal
Um crime contra a agricultura
«Um crime contra o património nacional e a agricultura portuguesa», assim classifica o Grupo Parlamentar do PCP as orientações e medidas do Ministério da Agricultura relativas ao Banco Português de Germoplasma Vegetal.
Governo está a desmantelar estruturas de investigação
Inserida no processo de desmantelamento em curso de estruturas de Investigação e Desenvolvimento do Estado, a coberto do PRACE, a política do Governo PS está a condenar aquela importantíssima instituição à asfixia e à paralisia, alertou o deputado comunista Agostinho Lopes, que levou há dias o assunto a plenário em declaração política proferida em nome da sua bancada.
O que tem vindo a acontecer sobretudo no decurso do último ano àquela entidade, localizada na Quinta de S. José, em S. Paio de Merelim, Braga, configura uma situação de extrema gravidade, já que compromete o seu trabalho e o seu futuro num domínio vital como é o da conservação e valorização dos recursos genéticos, condição para assegurar a diversidade biológica e a produção agrícola sustentável.
Sucessão de atentados
Em causa está, desde logo, segundo Agostinho Lopes, que visitou a instituição, a indefinição orgânica em que esta se encontra há mais de um ano, motivada por uma alegada «reestruturação» do Ministério da Agricultura que a deixou «pendurada» e sem integração efectiva numa das direcções regionais de agricultura do Norte do País.
O segundo motivo que justifica as duras críticas da bancada comunistas prende-se com a redução drástica de pessoal. «O BPGV foi amputado de 50% dos seus 30 trabalhadores, alguns com mais de 30 anos de percurso profissional no Banco», denunciou Agostinho Lopes, pondo a nu a situação caricata que constitui o facto de dez dos trabalhadores colocados na «Mobilidade Especial» terem sido reintegrados por ordem do tribunal, a que recorreram, embora continuem sem actividade porque a sua directora não está autorizada a distribuir-lhes trabalho.
Verberado pelo parlamentar do PCP foi ainda o que definiu como «crime de amputação em perspectiva» e que tem a ver com a possível construção do novo Quartel do Comando da GNR, como defende o Governador Civil de Braga. Ora «uma lógica coerente e consistente de “conservação” não pode dispensar terra onde as sementes se reproduzam», observou Agostinho Lopes, defendendo que não deve tocar-se nos oito hectares de terra agrícola que compõem a Quinta.
Preservar a biodiversidade
A principal missão do Banco Português de Germoplasma Vegetal é conservar os recursos genéticos da nossa agricultura.
Esta missão de colher, conservar, avaliar, documentar e valorizar os recursos genéticos é fundamental para assegurar a diversidade biológica e a produção sustentável. Isso mesmo é reconhecido pela FAO, a organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação.
É nessa perspectiva que se destaca o trabalho do BPGV, feito de «contínuas ligações e articulações com o exterior», como sublinhou Agostinho Lopes, que lembrou a propósito a participação daquela entidade no anunciado projecto de guardar «cópias de segurança» no banco mundial «Arca de Noé Verde», promovido pela Noruega.
O que tem vindo a acontecer sobretudo no decurso do último ano àquela entidade, localizada na Quinta de S. José, em S. Paio de Merelim, Braga, configura uma situação de extrema gravidade, já que compromete o seu trabalho e o seu futuro num domínio vital como é o da conservação e valorização dos recursos genéticos, condição para assegurar a diversidade biológica e a produção agrícola sustentável.
Sucessão de atentados
Em causa está, desde logo, segundo Agostinho Lopes, que visitou a instituição, a indefinição orgânica em que esta se encontra há mais de um ano, motivada por uma alegada «reestruturação» do Ministério da Agricultura que a deixou «pendurada» e sem integração efectiva numa das direcções regionais de agricultura do Norte do País.
O segundo motivo que justifica as duras críticas da bancada comunistas prende-se com a redução drástica de pessoal. «O BPGV foi amputado de 50% dos seus 30 trabalhadores, alguns com mais de 30 anos de percurso profissional no Banco», denunciou Agostinho Lopes, pondo a nu a situação caricata que constitui o facto de dez dos trabalhadores colocados na «Mobilidade Especial» terem sido reintegrados por ordem do tribunal, a que recorreram, embora continuem sem actividade porque a sua directora não está autorizada a distribuir-lhes trabalho.
Verberado pelo parlamentar do PCP foi ainda o que definiu como «crime de amputação em perspectiva» e que tem a ver com a possível construção do novo Quartel do Comando da GNR, como defende o Governador Civil de Braga. Ora «uma lógica coerente e consistente de “conservação” não pode dispensar terra onde as sementes se reproduzam», observou Agostinho Lopes, defendendo que não deve tocar-se nos oito hectares de terra agrícola que compõem a Quinta.
Preservar a biodiversidade
A principal missão do Banco Português de Germoplasma Vegetal é conservar os recursos genéticos da nossa agricultura.
Esta missão de colher, conservar, avaliar, documentar e valorizar os recursos genéticos é fundamental para assegurar a diversidade biológica e a produção sustentável. Isso mesmo é reconhecido pela FAO, a organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação.
É nessa perspectiva que se destaca o trabalho do BPGV, feito de «contínuas ligações e articulações com o exterior», como sublinhou Agostinho Lopes, que lembrou a propósito a participação daquela entidade no anunciado projecto de guardar «cópias de segurança» no banco mundial «Arca de Noé Verde», promovido pela Noruega.