Brown aumenta período de detenção
Indiferente às críticas que vêm das hostes trabalhistas e que põem em causa a sua liderança, o primeiro-ministro britânico reafirma a sua intenção de aprovar no parlamento o alargamento de 28 para 42 dias do período máximo de detenção sem acusação a suspeitos de terrorismo.
Num artigo alarmista publicado na segunda-feira, 2, no jornal The Times, Gordon Brown garante que o país enfrenta uma grave ameaça terrorista que exige medidas excepcionais. Segundo revela, há no país «pelo menos dois mil suspeitos de terrorismo, 200 redes ou células e 30 atentados em preparação».
Neste contexto, afiança, «a polícia não pode esperar para prender os suspeitos em flagrante delito», mas tem de intervir preventivamente para «evitar uma tragédia», ou seja, pode precisar de «mais tempo entre a detenção e a apresentação da acusação» para «desmontar a conspiração e reunir as provas».
Apesar de tudo, escreve Brown, a detenção por mais de 28 dias «só será permitida em circunstâncias realmente excepcionais», mediante decisão do ministro do Interior com o acordo do procurador-geral e da polícia.
Opinião contrária tem sido manifestada por vários deputados trabalhistas que admitem chumbar o projecto, o que poderia precipitar a queda do efémero primeiro-ministro, cuja derrota nas próximas eleições é já dada como certa por todas as sondagens.
Ao coro das críticas juntou-se o ex-procurador-geral, lorde Goldsmith e o próprio comissário para os direitos humanos do Conselho da Europa, Thomas Hammarberg.
Após a última derrota eleitoral sofrida na circunscrição de Crewe&Nantwich (Noroeste da Inglaterra), em 22 de Maio, o partido trabalhista voltou a registar um recuo de três pontos na sondagem publicada na semana passada pelo Daily Telegraph.
O estudo realizado pelo instituto YouGov atribui um apoio de apenas 23 por cento aos trabalhistas, enquanto os conservadores sobem para 47 por cento e os liberais para 18 por cento.
Segundo o diário, o partido trabalhista caiu para o nível mais baixo desde que se começaram a realizar sondagens de opinião em 1943. Acresce que 75 por cento dos inquiridos afirmam não estarem satisfeitos como o trabalho de Gordon Brown, contra apenas 15 por cento que aprovam a sua acção.
Num artigo alarmista publicado na segunda-feira, 2, no jornal The Times, Gordon Brown garante que o país enfrenta uma grave ameaça terrorista que exige medidas excepcionais. Segundo revela, há no país «pelo menos dois mil suspeitos de terrorismo, 200 redes ou células e 30 atentados em preparação».
Neste contexto, afiança, «a polícia não pode esperar para prender os suspeitos em flagrante delito», mas tem de intervir preventivamente para «evitar uma tragédia», ou seja, pode precisar de «mais tempo entre a detenção e a apresentação da acusação» para «desmontar a conspiração e reunir as provas».
Apesar de tudo, escreve Brown, a detenção por mais de 28 dias «só será permitida em circunstâncias realmente excepcionais», mediante decisão do ministro do Interior com o acordo do procurador-geral e da polícia.
Opinião contrária tem sido manifestada por vários deputados trabalhistas que admitem chumbar o projecto, o que poderia precipitar a queda do efémero primeiro-ministro, cuja derrota nas próximas eleições é já dada como certa por todas as sondagens.
Ao coro das críticas juntou-se o ex-procurador-geral, lorde Goldsmith e o próprio comissário para os direitos humanos do Conselho da Europa, Thomas Hammarberg.
Após a última derrota eleitoral sofrida na circunscrição de Crewe&Nantwich (Noroeste da Inglaterra), em 22 de Maio, o partido trabalhista voltou a registar um recuo de três pontos na sondagem publicada na semana passada pelo Daily Telegraph.
O estudo realizado pelo instituto YouGov atribui um apoio de apenas 23 por cento aos trabalhistas, enquanto os conservadores sobem para 47 por cento e os liberais para 18 por cento.
Segundo o diário, o partido trabalhista caiu para o nível mais baixo desde que se começaram a realizar sondagens de opinião em 1943. Acresce que 75 por cento dos inquiridos afirmam não estarem satisfeitos como o trabalho de Gordon Brown, contra apenas 15 por cento que aprovam a sua acção.