Silêncio conivente
O deputado comunista Jorge Machado divulgou no final da passada semana uma listagem que confirma a passagem pelo nosso País de aviões dos EUA tendo como origem ou destino a base de Guantanamo.
O documento chegou-lhe às mãos remetido pelo Ministério das Obras Públicas, em resposta a requerimentos seus, e nele se confirma que de Julho de 2005 até Dezembro de 2007 passaram por Portugal 56 voos suspeitos.
«A conclusão é que Portugal continua a ser conivente, por acção ou omissão» com as práticas criminosas da CIA de transporte ilegal de prisioneiros, considerou o parlamentar do PCP, defendendo que todos estes voos deveriam ser «alvo de investigação e fiscalização» por parte de Portugal.
Não tendo dúvidas de que continuam a passar pelo nosso País voos de e para Guantanamo, operando na mais completa impunidade e sob o olhar plácido do Governo, Jorge Machado entende que é mais do que chegada a hora de este dar uma informação clara sobre o assunto e recorrer a «todos os mecanismos nacionais e internacionais» para fiscalizar os aviões e, desta forma, «impedir voos associados à actividade criminosa da CIA».
«Primeiro não havia voos, agora há voos, mas o Governo diz que desconhece o conteúdo. Era bom que abrisse o jogo. O Governo não sabe porque não quer saber», acusa o parlamentar comunista que, em nome da sua bancada – a primeira a suscitar esta questão na Assembleia da República –, tem vindo a desenvolver múltiplas diligências no sentido de denunciar e pôr cobro a estas violações à soberania e aos direitos humanos.
Obrigado a reagir, perante mais esta tomada de posição da bancada do PCP, o Governo, pela voz do ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, veio insistir na ideia de que «não tem nada a esconder», mas a verdade é que não se lhe conhece nenhuma posição no sentido de esclarecer minimamente tais factos, reconhecidamente da maior gravidade.
Também a bancada do PS veio afirmar que o Governo não dispõe de indícios de irregularidades nestes voos da CIA, sublinhando a necessidade de aguardar pela investigação em curso na Procuradoria-Geral da República.
A passagem pelo nosso País de voos da CIA com prisioneiros para Guantanamo motivou já um inquérito do Parlamento Europeu, recorde-se, e levou a organização britânica REPRIEVE a garantir que mais de 700 prisioneiros foram transportados para aquele campo «com a ajuda de Portugal» em pelo menos 94 voos que passaram por território nacional entre 2002 e 2006.
O documento chegou-lhe às mãos remetido pelo Ministério das Obras Públicas, em resposta a requerimentos seus, e nele se confirma que de Julho de 2005 até Dezembro de 2007 passaram por Portugal 56 voos suspeitos.
«A conclusão é que Portugal continua a ser conivente, por acção ou omissão» com as práticas criminosas da CIA de transporte ilegal de prisioneiros, considerou o parlamentar do PCP, defendendo que todos estes voos deveriam ser «alvo de investigação e fiscalização» por parte de Portugal.
Não tendo dúvidas de que continuam a passar pelo nosso País voos de e para Guantanamo, operando na mais completa impunidade e sob o olhar plácido do Governo, Jorge Machado entende que é mais do que chegada a hora de este dar uma informação clara sobre o assunto e recorrer a «todos os mecanismos nacionais e internacionais» para fiscalizar os aviões e, desta forma, «impedir voos associados à actividade criminosa da CIA».
«Primeiro não havia voos, agora há voos, mas o Governo diz que desconhece o conteúdo. Era bom que abrisse o jogo. O Governo não sabe porque não quer saber», acusa o parlamentar comunista que, em nome da sua bancada – a primeira a suscitar esta questão na Assembleia da República –, tem vindo a desenvolver múltiplas diligências no sentido de denunciar e pôr cobro a estas violações à soberania e aos direitos humanos.
Obrigado a reagir, perante mais esta tomada de posição da bancada do PCP, o Governo, pela voz do ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, veio insistir na ideia de que «não tem nada a esconder», mas a verdade é que não se lhe conhece nenhuma posição no sentido de esclarecer minimamente tais factos, reconhecidamente da maior gravidade.
Também a bancada do PS veio afirmar que o Governo não dispõe de indícios de irregularidades nestes voos da CIA, sublinhando a necessidade de aguardar pela investigação em curso na Procuradoria-Geral da República.
A passagem pelo nosso País de voos da CIA com prisioneiros para Guantanamo motivou já um inquérito do Parlamento Europeu, recorde-se, e levou a organização britânica REPRIEVE a garantir que mais de 700 prisioneiros foram transportados para aquele campo «com a ajuda de Portugal» em pelo menos 94 voos que passaram por território nacional entre 2002 e 2006.