Delirantes delírios do PSD Madeira
Por iniciativa do PCP, o parlamento da Madeira debateu ontem, 20, a primeira moção de censura apresentada em 30 anos ao Governo Regional. À hora do fecho desta edição desconhecia-se o sentido de votos das bancadas da oposição, designadamente do PS, que segundo a Lusa se inclinava para a abstenção.
Apresentada a 3 de Abril pelos deputados comunistas – que acusam o executivo de ter «mentido e ocultado informação relevante sobre a realidade insular», em particular quanto aos números da pobreza – a iniciativa apontava como objectivo «promover, com a presença do executivo, a censura pública e política por actos governativos de interesse regional».
Se o tema deveria só por si ser susceptível de congregar toda a genuína oposição ao consulado de Jardim, a conjugação de posições ainda mais se justificava tendo em conta que, a 13 de Maio, a maioria PSD reduziu o tempo de intervenção dos comunistas a vinte minutos, enquanto estipulava que o presidente e membros do Governo Regional disporiam de tempo «sem limites».
Este exemplo lapidar de democracia à moda da Madeira só tem paralelo numa outra iniciativa de que nos dá conta, a páginas 2628 e 2629, o Diário da República, 1.ª série – N.º 92, também de 13 de Maio. Reza a publicação oficial que o parlamento madeirense decidiu, a 22 de Abril, «regozijar-se pelo desenvolvimento alcançado» pela Região «em resultado dos 30 anos de governação do Dr. Alberto João Jardim, superiormente apoiado pelo povo madeirense».
A «fundamentar» a Resolução alega-se que a Madeira tem hoje «um nível de desenvolvimento ímpar na história das regiões insulares e ultraperiféricas» e um «visível e notável desenvolvimento económico-social», plasmados na «melhoria real das condições de vida» da população, não obstante a dita ter sido «ostracizada e ignorada durante séculos pela República Portuguesa».
Semelhante «feito», diz o texto publicado no DR, «tem um rosto e um nome» (façam os leitores o favor de ouvir o rufar dos tambores, tan, tan, tan, tan, tan, tan, tan...), e esse nome «é o do Presidente do Governo Regional da Madeira e líder do Partido Social-Democrata da Madeira – Dr. Alberto João Jardim».
Seria risível, se não fosse trágico. Até para ópera bufa é demais.
Apresentada a 3 de Abril pelos deputados comunistas – que acusam o executivo de ter «mentido e ocultado informação relevante sobre a realidade insular», em particular quanto aos números da pobreza – a iniciativa apontava como objectivo «promover, com a presença do executivo, a censura pública e política por actos governativos de interesse regional».
Se o tema deveria só por si ser susceptível de congregar toda a genuína oposição ao consulado de Jardim, a conjugação de posições ainda mais se justificava tendo em conta que, a 13 de Maio, a maioria PSD reduziu o tempo de intervenção dos comunistas a vinte minutos, enquanto estipulava que o presidente e membros do Governo Regional disporiam de tempo «sem limites».
Este exemplo lapidar de democracia à moda da Madeira só tem paralelo numa outra iniciativa de que nos dá conta, a páginas 2628 e 2629, o Diário da República, 1.ª série – N.º 92, também de 13 de Maio. Reza a publicação oficial que o parlamento madeirense decidiu, a 22 de Abril, «regozijar-se pelo desenvolvimento alcançado» pela Região «em resultado dos 30 anos de governação do Dr. Alberto João Jardim, superiormente apoiado pelo povo madeirense».
A «fundamentar» a Resolução alega-se que a Madeira tem hoje «um nível de desenvolvimento ímpar na história das regiões insulares e ultraperiféricas» e um «visível e notável desenvolvimento económico-social», plasmados na «melhoria real das condições de vida» da população, não obstante a dita ter sido «ostracizada e ignorada durante séculos pela República Portuguesa».
Semelhante «feito», diz o texto publicado no DR, «tem um rosto e um nome» (façam os leitores o favor de ouvir o rufar dos tambores, tan, tan, tan, tan, tan, tan, tan...), e esse nome «é o do Presidente do Governo Regional da Madeira e líder do Partido Social-Democrata da Madeira – Dr. Alberto João Jardim».
Seria risível, se não fosse trágico. Até para ópera bufa é demais.