O «grande líder» e a «matriz» do PS
O Presidente do PS, Dr. Almeida Santos, deu uma entrevista ao DN e TSF, dois empenhados agentes mediáticos das políticas e manobrismos do Governo, que merece atenção, não pelas poucas novidades, mas porque explicita sínteses clarificadoras do que é hoje o pensamento político e ideológico dos responsáveis do PS.
Desde logo - triste figura para um Presidente do PS(!) - são tantos, tão excessivos e pategos os encómios a Sócrates – «um Primeiro-ministro excepcional», «o PS está satisfeito ... como ... com nenhum (outro) líder», «de grande qualidade», «grande prestígio ... europeu», «resolução de problemas concretos, modernismo, tecnologia, ... isso é o Sócrates», «um grande líder», blá, blá, - que apenas repetem o CD da central de comunicação do Governo (não usam cassete), produzido para a propaganda do PS e para as entrevistas de promoção do Primeiro-ministro.
Aliás, fica claro que a entrevista é uma peça da campanha do Governo para arregimentar apoios no PS, que lhe vão decaindo enquanto medram os dos grandes interesses, e no exacto momento em que se consuma a mais brutal ofensiva contra valores democráticos essenciais – o pacote laboral reaccionário e a exploração desenfreada – e em que Sócrates corre o risco real de que a luta de massas e a redução efectiva da base de apoio resultem em derrotas importantes.
E sobre ideologia diz A.Santos – «a UE não tem orientação de esquerda e nós temos de alinhar», «estamos prisioneiros (da UE)», «na Constituição é uma coisa, ... nas possibilidades é outra», «uma coisa é a ideologia, outra é a prática», «o PS ... não tem ... condições ... de ser tão fiel à sua ... matriz», «a matriz gastou-se. O 25 de Abril foi há 34 anos». O «modelo mundial económico», «fábrica de pobreza e desemprego», «está a oprimir» e «não deixa» o PS «ter uma prática ... correspondente à ideologia».
Seria difícil síntese mais clara e confissão mais evidente da rendição e adesão do PS/Sócrates às políticas de direita e aos grandes interesses, «dos governos, nomeadamente dos USA, que mandam no mundo».
Felizmente que foi o Dr. Almeida Santos que assim falou da «matriz» do PS, porque se fossem os trabalhadores - ou os comunistas – seria, nas «modernas» palavras de Sócrates, «preconceito» e «sectarismo».
Desde logo - triste figura para um Presidente do PS(!) - são tantos, tão excessivos e pategos os encómios a Sócrates – «um Primeiro-ministro excepcional», «o PS está satisfeito ... como ... com nenhum (outro) líder», «de grande qualidade», «grande prestígio ... europeu», «resolução de problemas concretos, modernismo, tecnologia, ... isso é o Sócrates», «um grande líder», blá, blá, - que apenas repetem o CD da central de comunicação do Governo (não usam cassete), produzido para a propaganda do PS e para as entrevistas de promoção do Primeiro-ministro.
Aliás, fica claro que a entrevista é uma peça da campanha do Governo para arregimentar apoios no PS, que lhe vão decaindo enquanto medram os dos grandes interesses, e no exacto momento em que se consuma a mais brutal ofensiva contra valores democráticos essenciais – o pacote laboral reaccionário e a exploração desenfreada – e em que Sócrates corre o risco real de que a luta de massas e a redução efectiva da base de apoio resultem em derrotas importantes.
E sobre ideologia diz A.Santos – «a UE não tem orientação de esquerda e nós temos de alinhar», «estamos prisioneiros (da UE)», «na Constituição é uma coisa, ... nas possibilidades é outra», «uma coisa é a ideologia, outra é a prática», «o PS ... não tem ... condições ... de ser tão fiel à sua ... matriz», «a matriz gastou-se. O 25 de Abril foi há 34 anos». O «modelo mundial económico», «fábrica de pobreza e desemprego», «está a oprimir» e «não deixa» o PS «ter uma prática ... correspondente à ideologia».
Seria difícil síntese mais clara e confissão mais evidente da rendição e adesão do PS/Sócrates às políticas de direita e aos grandes interesses, «dos governos, nomeadamente dos USA, que mandam no mundo».
Felizmente que foi o Dr. Almeida Santos que assim falou da «matriz» do PS, porque se fossem os trabalhadores - ou os comunistas – seria, nas «modernas» palavras de Sócrates, «preconceito» e «sectarismo».