A lei fica à porta das empresas

Despedido por dizer a verdade?

Um trabalhador e dirigente sindical da Cerâmica Torreense viu ser-lhe levantado um processo disciplinar pela empresa na sequência da sua participação do programa televisivo Prós e Contras, da RTP1, a 21 de Janeiro. Na ocasião, o trabalhador, convidado a participar pela produção do programa, deu como exemplo da situação que se vive em muitas empresas do País, o seu próprio caso: «Não sou aumentado desde 2003.»
A entidade patronal levantou um processo disciplinar a este trabalhador visando o seu despedimento, alegando alegadas perdas de contratos e prejuízos na imagem da empresa.
O Executivo da Direcção da Organização Regional de Lisboa do PCP, em comunicado de dia 9, classifica a atitude da empresa de persecutória, «violadora da democracia e da liberdade, um ataque à liberdade de expressão e um descarado processo de intimidação e repressão a um trabalhador e activo dirigente sindical, respeitado e considerado pelos seus camaradas de trabalho e pelos trabalhadores de Torres Vedras».
Para os comunistas, o processo contra Pedro Jorge «vem acrescentar-se a vários outros exemplos de pressões, intimidações e até uma condenação em tribunal de dirigentes e activistas sindicais do distrito de Lisboa». Manifestando a sua solidariedade para com estes representantes dos trabalhadores, os comunistas consideram caber ao Estado a responsabilidade constitucional de «zelar pelo exercício da liberdade e pelo funcionamento do regime democrático». Em sua opinião, há que parar com este «crime» e impedir que prossigam estas «situações antidemocráticas e de recortes a cada dia mais fascizantes».


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