Comunistas vencem Constituinte
O Partido Comunista do Nepal(m) lidera a contagem dos votos nas eleições para a Assembleia Constituinte do país, realizadas faz hoje uma semana.
De acordo com os dados oficiais revelados segunda-feira, o PCN (maoísta) liderava o escrutínio quando estavam apuradas 163 circunscrições eleitorais. Destas, o PCN(m) já havia conquistado 89, informaram as autoridades, e nas restantes 77 ainda por apurar também levava vantagem, acrescentaram.
Em segundo e terceiro lugares, com 28 e 23 deputados já garantidos, respectivamente, estão o Partido do Congresso (PC) e o Partido Comunista Unificado Marxista-Leninista (PCUM-L). Ambas as formações políticas devem manter as posições até agora alcançadas no sufrágio, uma vez que o PC segue na dianteira em 11 círculos, e o PCUM-L em outros 10.
Nesta primeira fase do processo eleitoral para a Assembleia Constituinte, indicam-se 240 dos 601 deputados ao parlamento. Posteriormente, são distribuídos 335 lugares do hemiciclo segundo a regra da proporcionalidade dos votos obtidos. Os restantes 26 cargos são atribuídos pelo primeiro-ministro em exercício.
Dia histórico
«Este é um voto para a República Federal Democrática», considerou Pachandra Path, presidente do Comité Central do PCN(m) citado pela Agência France Press.
Pachandra falava aos jornalistas na capital nepalesa, Katmandu, onde milhares de pessoas festejaram o triunfo das forças progressistas nas primeiras eleições no país desde 1999, cuja primeira consequência é a abolição do regime monárquico.
Mais de 60 por cento dos cerca de 17,6 milhões de eleitores acorreram à urnas. 30 por cento exerceram o direito de voto pela primeira vez.
O acto foi vigiado por 130 mil polícias e 800 observadores internacionais, 120 dos quais enviados pela UE. O sufrágio foi considerado livre e justo, e o ex-presidente norte-americano e responsável por uma das ONG's convidadas para o escrutínio, Jimmy Carter, instou os EUA a reconhecerem a vitória do Partido Comunista do Nepal, isto apesar de Washington ter colocado o PCN(m) na lista de organizações «terroristas».
A Casa Branca declarou que as eleições foram «um avanço histórico», mas um diplomata ocidental citado pela AFP sob reserva de anonimato afirmou que a vitória dos «maoístas» é «uma surpresa» porque esperavam que estes não ultrapassassem «entre 10 e 20 por cento dos votos» por serem «impopulares», disse.
Em segundo e terceiro lugares, com 28 e 23 deputados já garantidos, respectivamente, estão o Partido do Congresso (PC) e o Partido Comunista Unificado Marxista-Leninista (PCUM-L). Ambas as formações políticas devem manter as posições até agora alcançadas no sufrágio, uma vez que o PC segue na dianteira em 11 círculos, e o PCUM-L em outros 10.
Nesta primeira fase do processo eleitoral para a Assembleia Constituinte, indicam-se 240 dos 601 deputados ao parlamento. Posteriormente, são distribuídos 335 lugares do hemiciclo segundo a regra da proporcionalidade dos votos obtidos. Os restantes 26 cargos são atribuídos pelo primeiro-ministro em exercício.
Dia histórico
«Este é um voto para a República Federal Democrática», considerou Pachandra Path, presidente do Comité Central do PCN(m) citado pela Agência France Press.
Pachandra falava aos jornalistas na capital nepalesa, Katmandu, onde milhares de pessoas festejaram o triunfo das forças progressistas nas primeiras eleições no país desde 1999, cuja primeira consequência é a abolição do regime monárquico.
Mais de 60 por cento dos cerca de 17,6 milhões de eleitores acorreram à urnas. 30 por cento exerceram o direito de voto pela primeira vez.
O acto foi vigiado por 130 mil polícias e 800 observadores internacionais, 120 dos quais enviados pela UE. O sufrágio foi considerado livre e justo, e o ex-presidente norte-americano e responsável por uma das ONG's convidadas para o escrutínio, Jimmy Carter, instou os EUA a reconhecerem a vitória do Partido Comunista do Nepal, isto apesar de Washington ter colocado o PCN(m) na lista de organizações «terroristas».
A Casa Branca declarou que as eleições foram «um avanço histórico», mas um diplomata ocidental citado pela AFP sob reserva de anonimato afirmou que a vitória dos «maoístas» é «uma surpresa» porque esperavam que estes não ultrapassassem «entre 10 e 20 por cento dos votos» por serem «impopulares», disse.