Uma reivindicação do PCP
Os comunistas congratulam-se com a opção do Governo pela ponte rodo-ferroviária Chelas/Barreiro, mas advertem que a entrega da gestão da nova travessia a privados pode ser prejudicial para a população.
O PCP defende o modelo público de construção e exploração da ponte
O Executivo da Direcção da Organização Regional de Setúbal do PCP reagiu, dia 3 de Abril, à decisão da construção da nova travessia sobre o Tejo entre o Barreiro e Chelas, com valências rodo-ferroviárias. Para os comunistas da Península, esta opção corresponde a uma reivindicação antiga do PCP e das populações da região de Setúbal e contribuirá para um «mais equilibrado ordenamento do território na Área Metropolitana de Lisboa», a melhoria das acessibilidades inter e intra-regionais e da qualidade de vida das populações de ambas as margens.
Tal como o PCP tinha vindo a defender em sucessivas ocasiões – como em programas eleitorais, resoluções de assembleias partidárias e no mais recente Projecto de Resolução sobre o desenvolvimento do distrito de Setúbal entregue na Assembleia da República – «é esta a solução que melhor serve os interesses da Península de Setúbal, da Área Metropolitana de Lisboa e do País», reafirma o Executivo da DORS.
Mas para o PCP, colocam-se mais problemas, para além da simples localização da nova ponte. Os comunistas estão ainda interessados em conhecer o modelo previsto de construção e exploração. Em sua opinião, «tem sido demonstrado à evidência o carácter ruinoso do contrato de concessão à Lusoponte – onde sobram prejuízos para o Estado e para as populações e se acumulam lucros para a concessionária». E entendem ser «absolutamente indispensável que, no plano político, se tomem as «medidas necessárias para assegurar o carácter público da construção e da exploração desta desta nova infra-estrutura».
Muito ainda por fazer
Agora que a ponte Chelas-Barreiro será uma realidade, os comunistas da Península de Setúbal recordam a necessidade da concretização de outros importantes investimentos para a região, «há muito reivindicados pelas populações e autarquias da região». São os casos, por exemplo, da Circular Regional Interna da Península de Setúbal (CRIPS), sem portagens; a Plataforma Logística do Poceirão; a conclusão do Metro Sul do Tejo, ligação Almada/Moita, avançando com o projecto ligação do MST a Montijo/Alcochete.
Associados a estes, o PCP reivindica ainda do Governo uma política de criação do emprego com direitos, de defesa do aparelho produtivo da região e de valorização dos serviços públicos prestados às populações, condições indispensáveis ao desenvolvimento.
Tal como o PCP tinha vindo a defender em sucessivas ocasiões – como em programas eleitorais, resoluções de assembleias partidárias e no mais recente Projecto de Resolução sobre o desenvolvimento do distrito de Setúbal entregue na Assembleia da República – «é esta a solução que melhor serve os interesses da Península de Setúbal, da Área Metropolitana de Lisboa e do País», reafirma o Executivo da DORS.
Mas para o PCP, colocam-se mais problemas, para além da simples localização da nova ponte. Os comunistas estão ainda interessados em conhecer o modelo previsto de construção e exploração. Em sua opinião, «tem sido demonstrado à evidência o carácter ruinoso do contrato de concessão à Lusoponte – onde sobram prejuízos para o Estado e para as populações e se acumulam lucros para a concessionária». E entendem ser «absolutamente indispensável que, no plano político, se tomem as «medidas necessárias para assegurar o carácter público da construção e da exploração desta desta nova infra-estrutura».
Muito ainda por fazer
Agora que a ponte Chelas-Barreiro será uma realidade, os comunistas da Península de Setúbal recordam a necessidade da concretização de outros importantes investimentos para a região, «há muito reivindicados pelas populações e autarquias da região». São os casos, por exemplo, da Circular Regional Interna da Península de Setúbal (CRIPS), sem portagens; a Plataforma Logística do Poceirão; a conclusão do Metro Sul do Tejo, ligação Almada/Moita, avançando com o projecto ligação do MST a Montijo/Alcochete.
Associados a estes, o PCP reivindica ainda do Governo uma política de criação do emprego com direitos, de defesa do aparelho produtivo da região e de valorização dos serviços públicos prestados às populações, condições indispensáveis ao desenvolvimento.