Voto sobre o Tibete
O PCP afirmou a sua discordância quanto às considerações presentes num voto de condenação pelos acontecimentos ocorridos no Tibete, votando contra.
Todas as outras bancadas parlamentares associaram-se e votaram favoravelmente o texto, apresentado pelo CDS/PP, no qual é expressa «a preocupação da Assembleia da República com a escalada de violência no Tibete», e onde se recomenda às autoridades chinesas «uma maior contenção no uso da força, bem como o respeito pela liberdade de expressão e direito à manifestação pacífica».
O líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, expondo as razões que presidiram à posição da sua bancada, começou por referenciar a existência de pressupostos no texto que, «reproduzindo mensagens difundidas internacionalmente, não correspondem com rigor à realidade». E exemplificou com a difusão de imagens de acontecimentos de fora da China mas que foram apresentadas como tendo aí ocorrido.
Sublinhando não estarem em causa a «manifestação de pesar do PCP em relação às vítimas», o «seu desejo de que os conflitos tenham uma resolução rápida e pacífica», nem os «seus princípios de defesa da democracia e dos direitos humanos», Bernardino Soares considerou que, verdadeiramente em causa, e «de forma cada vez mais clara», está, isso sim, uma «grande operação contra os Jogos Olímpicos de Pequim». É esta, na perspectiva dos comunistas, a «real mola que está por detrás de uma escalada de provocação e de muitas das falsas indignações a que vamos assistindo na cena política internacional».
Deturpar a história
O presidente da formação comunista, desmontando o que apelidou de «sistemática deturpação dos acontecimentos históricos», achou curioso, aliás, que «continue a falar-se do Tibete como território ocupado pela China», quando é certo que «nem as potências que instigam e apoiam movimentos de orientação separatista que estão na origem das acções violentas põem em causa a integridade do território da República Popular da China, incluindo o Tibete como região autónoma».
E lembrou, entre outros factos, reintroduzindo o rigor que tem faltado na maior parte das análises, que desde o século XIII que o Tibete está unido à China, que a região foi invadida pela Grã-Bretanha a partir da Índia no início do século XX e que à época da revolução chinesa, em 1949, vigorava no Tibete um regime feudal onde a maioria da população era constituída por servos e escravos.
«Neste processo invocam-se e inventam-se argumentos para justificar actuais e futuras linhas de confronto e de afronta ao direito internacional com origem nos mesmos de sempre, aqueles que já há cinco anos não se coibiram de também inventar a existência de armas de destruição em massa, como suporte de uma guerra que destruiu o Iraque e impôs incontáveis sacrifícios ao seu povo», acusou o líder parlamentar comunista, defendendo, por isso, o «respeito pelo direito internacional», como forma de evitar abusivas ingerências destinadas a impor obscuros interesses estratégicos e económicos.
Todas as outras bancadas parlamentares associaram-se e votaram favoravelmente o texto, apresentado pelo CDS/PP, no qual é expressa «a preocupação da Assembleia da República com a escalada de violência no Tibete», e onde se recomenda às autoridades chinesas «uma maior contenção no uso da força, bem como o respeito pela liberdade de expressão e direito à manifestação pacífica».
O líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, expondo as razões que presidiram à posição da sua bancada, começou por referenciar a existência de pressupostos no texto que, «reproduzindo mensagens difundidas internacionalmente, não correspondem com rigor à realidade». E exemplificou com a difusão de imagens de acontecimentos de fora da China mas que foram apresentadas como tendo aí ocorrido.
Sublinhando não estarem em causa a «manifestação de pesar do PCP em relação às vítimas», o «seu desejo de que os conflitos tenham uma resolução rápida e pacífica», nem os «seus princípios de defesa da democracia e dos direitos humanos», Bernardino Soares considerou que, verdadeiramente em causa, e «de forma cada vez mais clara», está, isso sim, uma «grande operação contra os Jogos Olímpicos de Pequim». É esta, na perspectiva dos comunistas, a «real mola que está por detrás de uma escalada de provocação e de muitas das falsas indignações a que vamos assistindo na cena política internacional».
Deturpar a história
O presidente da formação comunista, desmontando o que apelidou de «sistemática deturpação dos acontecimentos históricos», achou curioso, aliás, que «continue a falar-se do Tibete como território ocupado pela China», quando é certo que «nem as potências que instigam e apoiam movimentos de orientação separatista que estão na origem das acções violentas põem em causa a integridade do território da República Popular da China, incluindo o Tibete como região autónoma».
E lembrou, entre outros factos, reintroduzindo o rigor que tem faltado na maior parte das análises, que desde o século XIII que o Tibete está unido à China, que a região foi invadida pela Grã-Bretanha a partir da Índia no início do século XX e que à época da revolução chinesa, em 1949, vigorava no Tibete um regime feudal onde a maioria da população era constituída por servos e escravos.
«Neste processo invocam-se e inventam-se argumentos para justificar actuais e futuras linhas de confronto e de afronta ao direito internacional com origem nos mesmos de sempre, aqueles que já há cinco anos não se coibiram de também inventar a existência de armas de destruição em massa, como suporte de uma guerra que destruiu o Iraque e impôs incontáveis sacrifícios ao seu povo», acusou o líder parlamentar comunista, defendendo, por isso, o «respeito pelo direito internacional», como forma de evitar abusivas ingerências destinadas a impor obscuros interesses estratégicos e económicos.