Por um Iraque livre e soberano
Na passagem do quinto ano da ocupação militar do Iraque, o PCP considera que o mundo, ao contrário do que diz a propaganda norte-americana, não está mais seguro.
A guerra visou o controlo dos EUA sobre o petróleo iraquiano
A comprovar esta tese estão realidades como a deliberada desestabilização do Médio Oriente, o conflito no Afeganistão, os massacres na Palestina, a guerra no Líbano, as provocações à Síria ou as ameaças ao Irão, factores, todos eles, que alimentam o «caldo de cultura para o terrorismo», constituindo-se, simultaneamente, em elementos adicionais de preocupação e ameaça à paz mundial.
Para este dramático quadro chamou a atenção na passada semana o Grupo Parlamentar do PCP, em declaração política proferida pelo deputado Jorge Machado, que condenou a guerra imperialista desencadeada pelos EUA e seus aliados, a quem responsabilizou pelo agravar dos problemas dos iraquianos e pelo seu sofrimento.
«Cinco anos depois continuam a existir assassinatos selectivos, prisões secretas, condenações, muitas delas à pena de morte, baseadas em confissões obtidas sob tortura», frisou o deputado do PCP, que não escondeu a sua indignação pelos crimes dos ocupantes, em particular dos Estados Unidos, a quem acusou de utilizarem armas proibidas pelas Nações Unidas, como sejam bombas com urânio empobrecido, fósforo branco e bombas de fragmentação, que prolongarão por muito tempo os efeitos devastadores da guerra.
Uma guerra que, observou, foi desencadeada e conduzida pelos EUA a partir de uma deliberada mentira, visando obter «o controlo sobre o petróleo iraquiano» e garantir o «seu domínio imperialista».
Papel vergonhoso
Jorge Machado lamentou ainda que Portugal tenha ficado associado ao embuste que precedeu o início da guerra, através do então primeiro-ministro Durão Barroso, que se prestou «ao vergonhoso papel de mestre de cerimónia na cimeira dos Açores», no que foi coadjuvado pelo então ministro da Defesa Paulo Portas, ambos jurando terem visto provas da existência de armas de destruição massivas.
E depois de tecer críticas a Jorge Sampaio por, na altura em que foi inquilino de Belém, ter assistido «impávido e sereno a todos estes acontecimentos», permitindo inclusivamente o envio da GNR para o Iraque, Jorge Machado, não poupando críticas a José Sócrates, lembrou que este, depois de ter chegado a afirmar quando era deputado da oposição que era preciso «saber distinguir aliado de seguidor», dizendo não apoiar uma guerra ilegal, veio mais tarde, em 2007, na qualidade de chefe do Governo, aparecer sorridente ao lado de Bush quando este agradecia publicamente o apoio do nosso País à guerra do Iraque.
«Cinco anos depois, Durão Barroso é presidente da Comissão Europeia, Blair e Aznar já saíram, Bush está prestes a ir embora, e ficaram os crimes de guerra e contra a humanidade ainda sem data de julgamento marcada e um gigantesco problema por resolver», concluiu o parlamentar do PCP.
Cinco anos de ocupação do Iraque
- Um milhão de mortos.
- Cinco milhões de refugiados.
- Situação de desastre humanitário.
- Três em cada quatro iraquianos não têm acesso seguro a água potável.
- 43 por cento dos iraquianos vivem em pobreza extrema.
- 60 a 70 por cento da população activa está desempregada.
- 80 por cento da população não tem saneamento básico.
Para este dramático quadro chamou a atenção na passada semana o Grupo Parlamentar do PCP, em declaração política proferida pelo deputado Jorge Machado, que condenou a guerra imperialista desencadeada pelos EUA e seus aliados, a quem responsabilizou pelo agravar dos problemas dos iraquianos e pelo seu sofrimento.
«Cinco anos depois continuam a existir assassinatos selectivos, prisões secretas, condenações, muitas delas à pena de morte, baseadas em confissões obtidas sob tortura», frisou o deputado do PCP, que não escondeu a sua indignação pelos crimes dos ocupantes, em particular dos Estados Unidos, a quem acusou de utilizarem armas proibidas pelas Nações Unidas, como sejam bombas com urânio empobrecido, fósforo branco e bombas de fragmentação, que prolongarão por muito tempo os efeitos devastadores da guerra.
Uma guerra que, observou, foi desencadeada e conduzida pelos EUA a partir de uma deliberada mentira, visando obter «o controlo sobre o petróleo iraquiano» e garantir o «seu domínio imperialista».
Papel vergonhoso
Jorge Machado lamentou ainda que Portugal tenha ficado associado ao embuste que precedeu o início da guerra, através do então primeiro-ministro Durão Barroso, que se prestou «ao vergonhoso papel de mestre de cerimónia na cimeira dos Açores», no que foi coadjuvado pelo então ministro da Defesa Paulo Portas, ambos jurando terem visto provas da existência de armas de destruição massivas.
E depois de tecer críticas a Jorge Sampaio por, na altura em que foi inquilino de Belém, ter assistido «impávido e sereno a todos estes acontecimentos», permitindo inclusivamente o envio da GNR para o Iraque, Jorge Machado, não poupando críticas a José Sócrates, lembrou que este, depois de ter chegado a afirmar quando era deputado da oposição que era preciso «saber distinguir aliado de seguidor», dizendo não apoiar uma guerra ilegal, veio mais tarde, em 2007, na qualidade de chefe do Governo, aparecer sorridente ao lado de Bush quando este agradecia publicamente o apoio do nosso País à guerra do Iraque.
«Cinco anos depois, Durão Barroso é presidente da Comissão Europeia, Blair e Aznar já saíram, Bush está prestes a ir embora, e ficaram os crimes de guerra e contra a humanidade ainda sem data de julgamento marcada e um gigantesco problema por resolver», concluiu o parlamentar do PCP.
Cinco anos de ocupação do Iraque
- Um milhão de mortos.
- Cinco milhões de refugiados.
- Situação de desastre humanitário.
- Três em cada quatro iraquianos não têm acesso seguro a água potável.
- 43 por cento dos iraquianos vivem em pobreza extrema.
- 60 a 70 por cento da população activa está desempregada.
- 80 por cento da população não tem saneamento básico.