Mais limites à pesca

O estabelecimento de zonas de produção aquícola em mar aberto, aprovado num decreto-regulamentar publicado dia 18 e anunciado no dia seguinte, em Olhão, pelo secretário de Estado das Pescas, vai criar «maiores dificuldades para o exercício da pesca profissional».
Para o Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Sul, a zona-piloto da Armona instala-se numa área tradicional de pesca, que já está «substancialmente reduzida», depois da implantação de uma série de recifes artificiais ao longo da costa algarvia, que ocupam uma área correspondente a «alguns milhares de campos de futebol».
«Para agudizar ainda mais os problemas da pesca, temos agora o novo Tratado Europeu», que prevê «a comunitarização das nossas águas e a gestão dos recursos biológicos do mar no âmbito da Política Comum de Pesca, como competência exclusiva da UE». Comenta o STPS/CGTP-IN que «por isto se foge a realizar um referendo», para que «tudo fique arrumado longe dos trabalhadores em geral e dos profissionais do sector da pesca em particular».

Docapesca

O ministro Jaime Silva «viu-se obrigado a recuar na sua intenção de privatizar a Docapesca», congratulou-se no dia 20 o Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Norte, comentando notícias nesse dia vindas a público. Notando que o ministro «mais uma vez, insiste na sua posição de prepotência e omissão do sector e dos sindicatos», o STPN/CGTP-IN vê demonstrada a justeza das suas posições e desde já repudia quaisquer planos para sanar financeiramente a Docapesca, «com o nosso sacrifício e os impostos de todos os portugueses», preparando a sua futura entrega «a uns quaisquer "amigos" a quem a mesma se mostre apetecível».


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