Acesso à saúde mais difícil
Em conferência de imprensa realizada no dia 11 de Fevereiro, a Direcção Sub-Regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega (VSBT) do PCP acusou o Governo de dificultar o acesso aos cuidados de saúde na região.
A concentração em Penafiel dos serviços afastou a saúde das populações
Para os comunistas, a reorganização do Serviço Nacional de Saúde que o Governo está a efectuar tem para já a sua faceta mais visível na criação do Centro Hospitalar Tâmega e Sousa, resultante da fusão administrativa das duas unidades hospitalares públicas da região – o Hospital Padre Américo e o Hospital São Gonçalo.
A criação deste centro hospitalar, acrescenta o PCP, vem na sequência de uma política que tem retirado competências ao Serviço Nacional de Saúde, concentrando «o que resta do serviço público» cada vez mais concentrado no Hospital Padre Américo, em Penafiel. São disto exemplos o encerramento da Maternidade do Hospital São Gonçalo, a «reorganização» dos Centros de Saúde, a «falta crónica de médicos de família, muitas vezes encoberta através de vergonhosas limpezas de ficheiros», ou a extinção do serviço de internamento e SAP no Centro de Saúde de Baião.
A intenção recentemente anunciada de encerrar os SAP de Marco de Canaveses, Lousada e Felgueiras, integram-se também nesta ofensiva contra a saúde pública.
Para os comunistas de VSBT, esta prática política tem dois objectivos. Um primeiro, económico, que visa a contenção de custos através da concentração em Penafiel dos grandes serviços hospitalares, tais como medicina interna, cirurgia, obstetrícia ou pediatria. Um segundo, político e ideológico, aponta para a desresponsabilização do Estado, através do esvaziamento do Serviço Nacional de Saúde e consequente abertura ao «mercado» para a implantação de serviços de saúde privados.
Aliás, sustenta o PCP, a instalação de unidades privadas está dependente do encerramento dos serviços públicos, devido aos elevados custos para o utente que acarretam. Só assim se entende o surgimento de empreendimentos como o Hospital de São Martinho, em Valongo, ou o Hospital da Misericórdia de Paredes. Ambos têm como «público-alvo os habitantes de uma região cada vez mais depauperada em termos de serviços de saúde públicos», acusa o PCP.
Assim, o acesso dos utentes dos concelhos de Amarante, Baião, Marco de Canaveses, Lousada e Felgueiras «fica muito mais dificultado» devido à concentração em Penafiel de um conjunto de especialidades. O encaminhamento dos utentes para o sector privado é outra das consequências apontadas pelo PCP.
Os comunistas denunciaram ainda a «lógica orçamental de funcionamento» do Hospital Padre Américo, «que não é compatível com o serviço público que deve prestar à população».
A criação deste centro hospitalar, acrescenta o PCP, vem na sequência de uma política que tem retirado competências ao Serviço Nacional de Saúde, concentrando «o que resta do serviço público» cada vez mais concentrado no Hospital Padre Américo, em Penafiel. São disto exemplos o encerramento da Maternidade do Hospital São Gonçalo, a «reorganização» dos Centros de Saúde, a «falta crónica de médicos de família, muitas vezes encoberta através de vergonhosas limpezas de ficheiros», ou a extinção do serviço de internamento e SAP no Centro de Saúde de Baião.
A intenção recentemente anunciada de encerrar os SAP de Marco de Canaveses, Lousada e Felgueiras, integram-se também nesta ofensiva contra a saúde pública.
Para os comunistas de VSBT, esta prática política tem dois objectivos. Um primeiro, económico, que visa a contenção de custos através da concentração em Penafiel dos grandes serviços hospitalares, tais como medicina interna, cirurgia, obstetrícia ou pediatria. Um segundo, político e ideológico, aponta para a desresponsabilização do Estado, através do esvaziamento do Serviço Nacional de Saúde e consequente abertura ao «mercado» para a implantação de serviços de saúde privados.
Aliás, sustenta o PCP, a instalação de unidades privadas está dependente do encerramento dos serviços públicos, devido aos elevados custos para o utente que acarretam. Só assim se entende o surgimento de empreendimentos como o Hospital de São Martinho, em Valongo, ou o Hospital da Misericórdia de Paredes. Ambos têm como «público-alvo os habitantes de uma região cada vez mais depauperada em termos de serviços de saúde públicos», acusa o PCP.
Assim, o acesso dos utentes dos concelhos de Amarante, Baião, Marco de Canaveses, Lousada e Felgueiras «fica muito mais dificultado» devido à concentração em Penafiel de um conjunto de especialidades. O encaminhamento dos utentes para o sector privado é outra das consequências apontadas pelo PCP.
Os comunistas denunciaram ainda a «lógica orçamental de funcionamento» do Hospital Padre Américo, «que não é compatível com o serviço público que deve prestar à população».