Avante! fez 77 anos

Levar mais longe a voz do Partido

Por todo o País, foi assinalado o 77.º aniversário do Avante! , em vendas do jornal em empresas e nas ruas, bem como em debates e sessões.

É pos­sível au­mentar con­si­de­ra­vel­mente a di­vul­gação do Avante!

José Casanova participou, no dia 16, num almoço comemorativo do aniversário do Avante! no Centro de Trabalho de Algés, em Oeiras. No debate que se seguiu, o director do órgão central do Partido e membro da Comissão Política do Comité Central, fez uma intervenção sobre a história e importância do Avante! perante cerca de quatro dezenas de pessoas.
José Casanova realçou alguns aspectos da história do jornal, desde 1931, e durante toda a década, em que sofria, como o Partido, de enormes dificuldades. E valorizou o facto de, desde a reorganização de 1940/41, até ao 25 de Abril de 1974, o Avante! ter saído ininterruptamente. Tal só foi possível, afirmou, porque o Partido estava mais forte e mais preparado para resistir à repressão.
Após realçar igualmente a história do Partido e do Avante! no período revolucionário, o dirigente do PCP chamou a atenção para a situação actual do País e do mundo, marcada por uma forte ofensiva contra os direitos dos trabalhadores e dos povos, bem como visando os próprios direitos democráticos. E destacou a importância de, nesta situação, reforçar a divulgação do Avante! .
Em Faro, oitenta pessoas participaram, dia 16, no tradicional jantar comemorativo do aniversário do Avante!. O orador convidado, o chefe de redacção Leandro Martins, salientou que existe hoje a «consciência de que estamos melhor e somos mais lidos». O que se deve, acrescentou o membro do Comité Central, a um «melhor esforço e mais atenção ao Avante! por parte das organizações em geral e particularmente da direcção do PCP».
Confessando que se preparara para falar sobretudo sobre o presente, Leandro Martins referiu que «é impossível, sobretudo quando se cumprem 77 anos de vida, falar do Avante! sem falar do passado. Porque é com o passado que mais se aprende». E questionou: «nos tempos duros de 1931, quando o nosso jornal foi fundado, porque arriscaram tantos a liberdade e a vida para fazer o Avante! ?» Também os que o compunham, distribuíam e liam arriscavam, pelo menos, a sua liberdade, lembrou.
A resposta é simples. «Faziam-no porque era extremamente importante que o Partido tivesse uma voz. Tal como hoje, em circunstâncias tão diversas mas ainda assim menos diferentes do que se possa pensar, é necessário ao PCP uma voz.»
Quando o Partido melhora, afirmou, também o Avante! melhora. Quando o Partido se enfraquece, «o Avante! forçosamente que há-de reflectir as suas debilidades».

Por todo o País

No dia anterior, em Se­túbal, Leandro Martins participou numa outra sessão comemorativa do aniversário do Avante! . O membro do Comité Central lembrou uma carta escrita por Álvaro Cunhal à organização do Partido no Tarrafal, onde contava que a distribuição do Avante! atingia nesses anos 40 os 5 mil exemplares. Lembrando que, durante a clandestinidade, nunca o PCP teve mais que 5 mil militantes, o membro do Comité Central realçou que as tiragens do Avante! chegaram a atingir 10 mil exemplares. Ou seja, o dobro do número de militantes.
E não serve, hoje, o argumento do analfabetismo que perdura nem a miséria que volta a alastrar… Hoje, é possível «aumentar substancialmente a nossa divulgação para estar à altura do esclarecimento político e das lutas necessárias».
No dia 16, em Vila Real de Santo An­tónio, realizou-se um debate sobre a ofensiva ideológica do capital e o papel do Avante!, com a participação de Gustavo Carneiro, da redacção. Na sessão, em que participaram cerca de 40 pessoas, debateu-se a concentração da comunicação social no País e do mundo e o papel desempenhado pelo Avante! no esclarecimento dos trabalhadores e na mobilização para as lutas. Só no Avante! se desvenda o verdadeiro conteúdo do Tratado europeu e se denuncia o significado das alterações propostas à legislação laboral, exemplificou-se.
Em vários pontos do País, realizaram-se vendas do Avante! .


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