População defende SNS
O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) sublinhou, em nota de imprensa, que a demissão do ministro da Saúde, que aconteceu na passada semana, não aconteceu por vontade própria do mesmo «mas sim como uma exigência dos muitos milhares de portugueses que em incontáveis acções de luta, protesto e indignação, ocorridas de Norte a Sul, manifestaram a sua oposição ao encerramento de maternidades, urgências médicas e outros serviços, contra a falta de médicos e às listas de espera para consultas e intervenções cirúrgicas ou ainda contra os aumentos das taxas moderadoras, internamento ou tratamento ambulatório e actos médicos».
Em síntese, contra uma política decidida e aplicada pelo Governo PS cujo rosto mais visível era o ministro da Saúde, mas o responsável máximo é o primeiro-ministro.
Entretanto, continua o MUSP, «com a demissão do ministro da Saúde há uma verdade que se torna inquestionável, é a de que com a luta das populações, organizadas ou não em movimentos ou comissões de utentes é sempre possível atingir os seus objectivos em defesa dos direitos dos utentes contra os interesses dos grandes grupos económicos, acções que têm que continuar até que o Governo implemente uma outra política não de cariz economicista e privatizadora como a actual, mas que salvaguarde os direitos dos utentes e do próprio Serviço Nacional de Saúde».
Também a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Saúde do Distrito de Viseu reafirmou a sua «firme oposição» à política seguida pelo Governo PS. Neste sentido, os utentes prometem continuar a «organizar» e «apoiar» as populações «na defesa do funcionamento dos SAP’s e na criação de serviços de saúde de proximidade que venham reforçar a capacidade e melhoria no atendimento, no respeito pela letra e filosofia do Serviço Nacional de Saúde».
Já o Movimento de Cidadãos em Defesa do Serviço de Urgência no Centro de Saúde de Vendas Novas exigiu que, com a entrada da nova ministra, se altere «a posição do Governo» em relação ao funcionamento do Serviço de Urgência do Centro de Saúde do concelho e que seja implantado um Serviço de Urgência Básico «com as necessárias para uma prestação de cuidados de saúde de qualidade».
Problemas no Litoral Alentejano
Por seu lado, as Comissões de Utentes do Litoral Alentejano alertaram para a situação que o Governo está a colocar os serviços de saúde da região. O Hospital do Litoral Alentejano, por exemplo, desde a sua entrada em funcionamento privatizou os serviços de portaria, refeitório, limpeza e lavandaria.
«O Serviço de Imagiologia (TAC, RX, Ecografia, Mamografia), através do dinheiro de todos os contribuintes encontra-se totalmente equipado com alta tecnologia que, ao ser entregue aos privados, vá-lhes disponibilizar um grande negócio rentável, mas prejudicial ao Estado e aos utentes. Corre-se o risco de perder-se na qualidade dos cuidados com o aumento da quantidade», acusam os utentes, considerando ainda «inaceitável» que o conselho de Administração do hospital afirme que a maternidade não está no programa funcional, «o que não corresponde em nada à realidade, pois existe um espaço com 1500 metros quadrados que se encontra em tijolo e cimento e aguarda que a obra continue».
«Inadmissível» é ainda «que as crianças nasçam na berma da estrada, no serviço de consulta externa ou no serviço de urgências que não está preparado».
Os utentes lamentaram ainda as dificuldades sentidas nas urgências de pediatria, no serviço de oftalmologia e nas urgências, devido aos encerramentos dos SADU de Santiago do Cacém e de Sines e também do SAP de Grândola e ainda com a falta de enfermeiros o que prolonga o tempo de espera até oito horas em alguns casos.
«Também é muito grave a situação vivida nos centros de saúde da região», acusam os utentes.
Em síntese, contra uma política decidida e aplicada pelo Governo PS cujo rosto mais visível era o ministro da Saúde, mas o responsável máximo é o primeiro-ministro.
Entretanto, continua o MUSP, «com a demissão do ministro da Saúde há uma verdade que se torna inquestionável, é a de que com a luta das populações, organizadas ou não em movimentos ou comissões de utentes é sempre possível atingir os seus objectivos em defesa dos direitos dos utentes contra os interesses dos grandes grupos económicos, acções que têm que continuar até que o Governo implemente uma outra política não de cariz economicista e privatizadora como a actual, mas que salvaguarde os direitos dos utentes e do próprio Serviço Nacional de Saúde».
Também a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Saúde do Distrito de Viseu reafirmou a sua «firme oposição» à política seguida pelo Governo PS. Neste sentido, os utentes prometem continuar a «organizar» e «apoiar» as populações «na defesa do funcionamento dos SAP’s e na criação de serviços de saúde de proximidade que venham reforçar a capacidade e melhoria no atendimento, no respeito pela letra e filosofia do Serviço Nacional de Saúde».
Já o Movimento de Cidadãos em Defesa do Serviço de Urgência no Centro de Saúde de Vendas Novas exigiu que, com a entrada da nova ministra, se altere «a posição do Governo» em relação ao funcionamento do Serviço de Urgência do Centro de Saúde do concelho e que seja implantado um Serviço de Urgência Básico «com as necessárias para uma prestação de cuidados de saúde de qualidade».
Problemas no Litoral Alentejano
Por seu lado, as Comissões de Utentes do Litoral Alentejano alertaram para a situação que o Governo está a colocar os serviços de saúde da região. O Hospital do Litoral Alentejano, por exemplo, desde a sua entrada em funcionamento privatizou os serviços de portaria, refeitório, limpeza e lavandaria.
«O Serviço de Imagiologia (TAC, RX, Ecografia, Mamografia), através do dinheiro de todos os contribuintes encontra-se totalmente equipado com alta tecnologia que, ao ser entregue aos privados, vá-lhes disponibilizar um grande negócio rentável, mas prejudicial ao Estado e aos utentes. Corre-se o risco de perder-se na qualidade dos cuidados com o aumento da quantidade», acusam os utentes, considerando ainda «inaceitável» que o conselho de Administração do hospital afirme que a maternidade não está no programa funcional, «o que não corresponde em nada à realidade, pois existe um espaço com 1500 metros quadrados que se encontra em tijolo e cimento e aguarda que a obra continue».
«Inadmissível» é ainda «que as crianças nasçam na berma da estrada, no serviço de consulta externa ou no serviço de urgências que não está preparado».
Os utentes lamentaram ainda as dificuldades sentidas nas urgências de pediatria, no serviço de oftalmologia e nas urgências, devido aos encerramentos dos SADU de Santiago do Cacém e de Sines e também do SAP de Grândola e ainda com a falta de enfermeiros o que prolonga o tempo de espera até oito horas em alguns casos.
«Também é muito grave a situação vivida nos centros de saúde da região», acusam os utentes.