Governo prossegue ataque à saúde
O ministro da Saúde mudou, mas os protestos continuam. No passado dia 30 de Janeiro, largas centenas de habitantes dos concelhos de Anadia, Vouzela, Alcoutim, Alijó e Peso da Régua manifestaram-se, frente à Assembleia da República, contra o encerramento das urgências.
As populações sentem-se abandonadas
Para os utentes a luta vai continuar até porque a mudança de ministro não garante por si só a mudança da política de saúde do Governo PS. «Vouzela está de luto», «Mentiroso» ou «Queremos as urgências», eram algumas das palavras de ordem gritadas pelos manifestantes.
Em declarações à TSF, António Vilarigues, da Comissão de Utentes dos Serviços de Saúde do Distrito de Viseu, pediu à nova ministra, Ana Jorge, que coloque fim à política do «encerra-se e logo se vê» e propôs que se reflectisse a situação que está a ocorrer em Vouzela.
«A ministra diz que vai prosseguir as políticas. Esperemos, pelo menos, que a ministra prossiga as políticas em moldes diferentes» da do anterior ministro, acrescentou.
Este membro da Comissão dos Utentes dos Serviços de Saúde de Viseu frisou ainda que o encerramento nocturno do SAP de Vouzela coloca algumas populações a 60 quilómetros do serviço de saúde mais próximo.
«Estamos a falar de distâncias que vão até aos 60 quilómetros do posto central mais próximo que será o Hospital de Viseu, que já está sobrecarregado. Se uma ambulância sai para Manhouce, todo o resto do concelho fica sem capacidade de resposta. As populações sentem-se abandonadas», concluiu.
Esta manifestação acontece no dia em que Ana Jorge foi empossada como nova ministra da Saúde, um dia depois da saída de Correia de Campos, muito contestado depois de diversos encerramentos de serviços de saúde em todo o país.
Em declarações à TSF, António Vilarigues, da Comissão de Utentes dos Serviços de Saúde do Distrito de Viseu, pediu à nova ministra, Ana Jorge, que coloque fim à política do «encerra-se e logo se vê» e propôs que se reflectisse a situação que está a ocorrer em Vouzela.
«A ministra diz que vai prosseguir as políticas. Esperemos, pelo menos, que a ministra prossiga as políticas em moldes diferentes» da do anterior ministro, acrescentou.
Este membro da Comissão dos Utentes dos Serviços de Saúde de Viseu frisou ainda que o encerramento nocturno do SAP de Vouzela coloca algumas populações a 60 quilómetros do serviço de saúde mais próximo.
«Estamos a falar de distâncias que vão até aos 60 quilómetros do posto central mais próximo que será o Hospital de Viseu, que já está sobrecarregado. Se uma ambulância sai para Manhouce, todo o resto do concelho fica sem capacidade de resposta. As populações sentem-se abandonadas», concluiu.
Esta manifestação acontece no dia em que Ana Jorge foi empossada como nova ministra da Saúde, um dia depois da saída de Correia de Campos, muito contestado depois de diversos encerramentos de serviços de saúde em todo o país.