Nem o Verão baixou o desemprego em Lisboa
«Apesar das declarações de fé do ministro do Trabalho, o início do Verão não trouxe novidades positivas quanto à diminuição do desemprego», afirmou a União dos Sindicatos de Lisboa, numa conferência de imprensa que deu na passada sexta-feira, frente ao Ministério de Bagão Félix.
A estrutura distrital da CGTP referiu os dados do IEFP, no mês de Junho, que registam um aumento do desemprego de 0,8 por cento face ao mês anterior, comentando que «este ano nem a conjuntura sazonal tradicionalmente mais favorável fez descer o desemprego oficial», ao contrário do que sucedeu em anos anteriores.
O Instituto contabilizou 91 364 desempregados no distrito de Lisboa, o que significa mais 26,7 por cento face ao mês homólogo de 2002. A USL verificou, com base nos número do IEFP, que «ao todo, há mais 19 231 desempregados, o que implica que, no mês de Junho de 2003, houve por dia mais 641 desempregados que no mesmo mês do ano passado
A União ressalva que, «se considerarmos os milhares de trabalhadores que se encontram em cursos de formação profissional, embora continuem desempregados, e os que, estando sem trabalho, não constam dos registos do IEFP, conclui-se que o desemprego real no distrito de Lisboa afecta mais de 100 mil homens e mulheres».
«Estes são números que não podem deixar ninguém indiferente», sublinha a USL, uma vez que, «a par das consequências que o desemprego tem na economia do País e do distrito, esta é uma realidade que também tem consequências muitas vezes dramáticas na estabilidade financeira e emocional de muitos agregados familiares, até porque os subsídios de desemprego no distrito continuam a ser pagos com atrasos de 4 a 6 meses».
Na caracterização da situação no distrito, a partir dos dados que o IEFP divulgou, são mulheres 51,2 por cento dos desempregados. Mais de um terço (quase 36 mil desempregados registados) têm menos de 35 anos.
Comparando com Junho do ano passado (variação homóloga), o maior acréscimo verificou-se nos desempregados que têm entre 25 e 34 anos (mais 35 por cento) e nos que têm menos de 25 anos (mais 25 por cento).
O desemprego de longa duração afecta 38,3 por cento dos desempregados do distrito de Lisboa.
Na variação homóloga, regista-se um crescimento particularmente acentuado no desemprego de curta duração (mais 32,8 por cento), que a USL relaciona com «percursos de precariedade cada vez mais frequentes».
A USL nota ainda que, «ao contrário do que se passa no País, a maior parte (51,3 por cento) dos desempregados do distrito tem habilitações superiores ao 9.º ano» e que «é ao nível das habilitações de nível superior que mais se tem sentido o aumento do desemprego».
A estrutura distrital da CGTP referiu os dados do IEFP, no mês de Junho, que registam um aumento do desemprego de 0,8 por cento face ao mês anterior, comentando que «este ano nem a conjuntura sazonal tradicionalmente mais favorável fez descer o desemprego oficial», ao contrário do que sucedeu em anos anteriores.
O Instituto contabilizou 91 364 desempregados no distrito de Lisboa, o que significa mais 26,7 por cento face ao mês homólogo de 2002. A USL verificou, com base nos número do IEFP, que «ao todo, há mais 19 231 desempregados, o que implica que, no mês de Junho de 2003, houve por dia mais 641 desempregados que no mesmo mês do ano passado
A União ressalva que, «se considerarmos os milhares de trabalhadores que se encontram em cursos de formação profissional, embora continuem desempregados, e os que, estando sem trabalho, não constam dos registos do IEFP, conclui-se que o desemprego real no distrito de Lisboa afecta mais de 100 mil homens e mulheres».
«Estes são números que não podem deixar ninguém indiferente», sublinha a USL, uma vez que, «a par das consequências que o desemprego tem na economia do País e do distrito, esta é uma realidade que também tem consequências muitas vezes dramáticas na estabilidade financeira e emocional de muitos agregados familiares, até porque os subsídios de desemprego no distrito continuam a ser pagos com atrasos de 4 a 6 meses».
Na caracterização da situação no distrito, a partir dos dados que o IEFP divulgou, são mulheres 51,2 por cento dos desempregados. Mais de um terço (quase 36 mil desempregados registados) têm menos de 35 anos.
Comparando com Junho do ano passado (variação homóloga), o maior acréscimo verificou-se nos desempregados que têm entre 25 e 34 anos (mais 35 por cento) e nos que têm menos de 25 anos (mais 25 por cento).
O desemprego de longa duração afecta 38,3 por cento dos desempregados do distrito de Lisboa.
Na variação homóloga, regista-se um crescimento particularmente acentuado no desemprego de curta duração (mais 32,8 por cento), que a USL relaciona com «percursos de precariedade cada vez mais frequentes».
A USL nota ainda que, «ao contrário do que se passa no País, a maior parte (51,3 por cento) dos desempregados do distrito tem habilitações superiores ao 9.º ano» e que «é ao nível das habilitações de nível superior que mais se tem sentido o aumento do desemprego».