Desemprego não parou
Os dados do INE não justificam afirmações optimistas sobre uma inversão da tendência do desemprego, alertou anteontem a CGTP-IN.
A central, numa nota do seu Departamento de Informação, verifica o grande relevo que mereceram os números do Inquérito ao Emprego relativo ao segundo trimestre deste ano, mostrando uma melhoria da situação do mercado de trabalho, nomeadamente uma diminuição da taxa de desemprego de 6,4 para 6,2 por cento, em relação ao trimestre anterior.
«Com base nesta informação, o Governo pretende fazer crer que se terá iniciado uma inversão da tendência de agravamento do desemprego, já que este vinha a crescer desde 2001», mas a CGTP contrapõe que «a realidade não permite um tal optimismo».
Por um lado, «a melhoria observada é demasiado ligeira para que se possa avançar com a ideia de uma inversão de tendência, sobretudo, porque os indicadores económicos mostram que se continua a verificar uma deterioração da actividade produtiva do País». A Inter entende que, «nestas condições, não é de esperar que possam haver melhorias substanciais no mercado de trabalho este ano».
São apontados mais dois factores a ter em conta na evolução do desemprego:
- os números oficiais mostram que, na maioria das regiões, o desemprego «ou estabilizou (caso de Lisboa e Vale do Tejo e Algarve), ou se agravou (casos do Centro e Regiões Autónomas)», devendo-se a baixa do desemprego, sobretudo, aos resultados obtidos na região Norte;
- verifica-se uma baixa da taxa de actividade, «o que sugere que muitas pessoas terão deixado de procurar emprego».
«Não se pode esquecer que o Governo adoptou um conjunto de medidas de gestão social do desemprego, donde resultará que muitos desempregados não são considerados como tais, mas incluídos na população inactiva», refere ainda a CGTP.
A central, numa nota do seu Departamento de Informação, verifica o grande relevo que mereceram os números do Inquérito ao Emprego relativo ao segundo trimestre deste ano, mostrando uma melhoria da situação do mercado de trabalho, nomeadamente uma diminuição da taxa de desemprego de 6,4 para 6,2 por cento, em relação ao trimestre anterior.
«Com base nesta informação, o Governo pretende fazer crer que se terá iniciado uma inversão da tendência de agravamento do desemprego, já que este vinha a crescer desde 2001», mas a CGTP contrapõe que «a realidade não permite um tal optimismo».
Por um lado, «a melhoria observada é demasiado ligeira para que se possa avançar com a ideia de uma inversão de tendência, sobretudo, porque os indicadores económicos mostram que se continua a verificar uma deterioração da actividade produtiva do País». A Inter entende que, «nestas condições, não é de esperar que possam haver melhorias substanciais no mercado de trabalho este ano».
São apontados mais dois factores a ter em conta na evolução do desemprego:
- os números oficiais mostram que, na maioria das regiões, o desemprego «ou estabilizou (caso de Lisboa e Vale do Tejo e Algarve), ou se agravou (casos do Centro e Regiões Autónomas)», devendo-se a baixa do desemprego, sobretudo, aos resultados obtidos na região Norte;
- verifica-se uma baixa da taxa de actividade, «o que sugere que muitas pessoas terão deixado de procurar emprego».
«Não se pode esquecer que o Governo adoptou um conjunto de medidas de gestão social do desemprego, donde resultará que muitos desempregados não são considerados como tais, mas incluídos na população inactiva», refere ainda a CGTP.