URAP entrega 16 mil assinaturas
A União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) entregou, segunda-feira, na Assembleia da República uma petição com 16 mil assinaturas contra a concretização do Museu Salazar, em Santa Comba Dão.
Precisamos de conhecer o que foi a ditadura fascista
«É necessário, de facto, facultar informação ao povo português, mas não é com a base que foi apresentada em Santa Comba Dão que isso deve ser feito», afirmou, na ocasião, Aurélio Santos, coordenador do conselho directivo da URAP, que transportava perto de uma dezena de pastas com as respectivas assinaturas. Os primeiros subscritores deste abaixo-assinado foram: Alberto Andrade (Santa Comba Dão), António Vilarigues (Penalva do Castelo), João Carlos Gralheiro (S. Pedro do Sul), Mário Lobo (Mortágua) e Aurélio Santos (URAP).
«Não é com o pincel da barba de que Salazar se serviu ou com alguns tarecos que um sobrinho-neto vendeu que se faz a história do regime fascista», continuou o antifascista, sublinhado que «estamos atrasados na nossa conta com o regime fascista, e é necessário de facto fazer a história do regime [fascista] para que as novas gerações também o conheçam, além da URAP. Precisamos de conhecer o que lhes deu a democracia, o que a democracia lhes permite e o que foi a ditadura fascista.»
Questionado pelos jornalistas sobre a relevância da localização do Museu Salazar, rebaptizado, entretanto, por «Centro Documental Museu e Parque Temático do Estado Novo», e sobre se a posição da URAP seria a mesma caso houvesse um local alternativo, Aurélio Santos assegurou que o desagrado se manterá «se não houver garantias de condições de idoneidade política e cientifica para o tratamento do caso».
«Mas é evidente que em Santa Comba Dão tem muito mais o sentido de um santuário, uma espécie de mausoléu, em que se pretende fazer a exaltação da personalidade do ditador», considerou.
«Não é com o pincel da barba de que Salazar se serviu ou com alguns tarecos que um sobrinho-neto vendeu que se faz a história do regime fascista», continuou o antifascista, sublinhado que «estamos atrasados na nossa conta com o regime fascista, e é necessário de facto fazer a história do regime [fascista] para que as novas gerações também o conheçam, além da URAP. Precisamos de conhecer o que lhes deu a democracia, o que a democracia lhes permite e o que foi a ditadura fascista.»
Questionado pelos jornalistas sobre a relevância da localização do Museu Salazar, rebaptizado, entretanto, por «Centro Documental Museu e Parque Temático do Estado Novo», e sobre se a posição da URAP seria a mesma caso houvesse um local alternativo, Aurélio Santos assegurou que o desagrado se manterá «se não houver garantias de condições de idoneidade política e cientifica para o tratamento do caso».
«Mas é evidente que em Santa Comba Dão tem muito mais o sentido de um santuário, uma espécie de mausoléu, em que se pretende fazer a exaltação da personalidade do ditador», considerou.