Por um novo modelo de desenvolvimento!
No comício realizado em Sines, no âmbito da campanha «Basta de injustiças! Mudar de política para uma vida melhor!», Jerónimo de Sousa reafirmou a necessidade de um novo rumo para Portugal.
Há mais de trinta anos que a política de direita sujeita o país ao atraso
Depois de, na parte da manhã de quinta-feira, o secretário-geral do PCP ter visitado Santiago do Cacém, à noite, em Sines, condenou perante centenas de pessoas a ofensiva global do governo PS contra os direitos dos trabalhadores, os serviços públicos e as principais funções sociais do Estado, que merece, em sua opinião, um protesto popular de dimensão cada vez maior.
Aliás, a «magnitude do protesto do dia 18 mostrou bem que na luta não estão apenas os comunistas, como insinua José Sócrates, mas muitos milhares e milhares de portugueses de todos os quadrantes políticos, incluindo muitos e muitos votantes e militantes socialistas que hoje condenam abertamente a política do seu governo», afirmou, lembrando os milhares de trabalhadores e populações em luta um pouco por todo o País, nomeadamente no Litoral Alentejano: na Sisáqua, na Repsol e na Euroresines ou contra o encerramento de escolas, como no concelho de Santiago do Cacém.
É tendo precisamente em conta a justeza dessas lutas que o PCP lançou a campanha «Basta de Injustiças», com sessões de esclarecimento, comícios e contactos com os trabalhadores em todo o País, e vai realizar, nos próximos dias 24 e 25 de Novembro, a Conferência Nacional sobre Questões Económicas e Sociais, que apontará alternativas à política de direita.
De facto, José Sócrates e o PS «prometeram a mudança, mas o que têm feito é prolongar a política de direita, que há mais de trinta anos sujeitam o país ao atraso e os trabalhadores e povo a inaceitáveis condições de exploração e injustiça», preparando-se, agora, para dar cobertura às propostas das grandes confederações patronais, tornadas públicas na sua «Posição Comum» e contempladas e assumidas já no «Relatório de Progresso” da Comissão do Livro Branco das Relações Laborais». Propostas que são «um escandaloso e brutal ataque aos direitos laborais dos trabalhadores» e «deitam por terra as suas hipócritas proclamações sobre preocupações sociais».
Efectivamente, o que estas propostas visam é a facilitação dos despedimentos individuais sem justa causa; a desregulamentação das condições de trabalho e a sua fixação arbitrária pelas entidades patronais; a possibilidade de redução dos salários; a fragilização da contratação colectiva. Tudo isto escondido «por detrás de bonitas palavras do “diálogo social”»!
Mais, a proposta de Orçamento para 2008 mostra que o governo «continua apostado em levar o país pelo pior dos caminhos: o da acentuação das desigualdades sociais».
Com novo tratado, Portugal perde
Entretanto, no mesmo dia em que mais de 200 mil trabalhadores se manifestaram contra esta política, realizou-se em Lisboa a Cimeira da União Europeia, que chegou a um acordo «histórico» sobre o chamado «tratado reformador» que, na realidade, é «uma má notícia para Portugal», que sai a perder: perde soberania com a redução do direito de veto e a transferência de competências fundamentais do Estado e das suas instituições democráticas para as instituições supranacionais e antidemocráticas da União Europeia, e perde peso no processo de decisão, tanto no Parlamento Europeu; onde fica com menos deputados, como na Comissão (onde deixa de ter direito a um comissário permanente), como no Conselho, onde perde influência. Entretanto, ganham as grandes potências, que «reforçam o seu controlo do processo de decisão da União Europeia» e avançam «no neoliberalismo, no federalismo e no militarismo».
«É a este projecto que o PCP clara e firmemente diz NÃO!», defendendo que o mesmo seja ratificação através de um referendo, após a realização de um amplo debate sobre o que está em jogo neste tratado.
Por fim, Jerónimo de Sousa reafirmou a profunda convicção do PCP de que é possível uma efectiva mudança no modelo de desenvolvimento que, em ruptura com as actuais políticas e económicas, tire o país «da estagnação, da prolongada divergência e do atraso que o prende à cauda da Europa».
Aliás, a «magnitude do protesto do dia 18 mostrou bem que na luta não estão apenas os comunistas, como insinua José Sócrates, mas muitos milhares e milhares de portugueses de todos os quadrantes políticos, incluindo muitos e muitos votantes e militantes socialistas que hoje condenam abertamente a política do seu governo», afirmou, lembrando os milhares de trabalhadores e populações em luta um pouco por todo o País, nomeadamente no Litoral Alentejano: na Sisáqua, na Repsol e na Euroresines ou contra o encerramento de escolas, como no concelho de Santiago do Cacém.
É tendo precisamente em conta a justeza dessas lutas que o PCP lançou a campanha «Basta de Injustiças», com sessões de esclarecimento, comícios e contactos com os trabalhadores em todo o País, e vai realizar, nos próximos dias 24 e 25 de Novembro, a Conferência Nacional sobre Questões Económicas e Sociais, que apontará alternativas à política de direita.
De facto, José Sócrates e o PS «prometeram a mudança, mas o que têm feito é prolongar a política de direita, que há mais de trinta anos sujeitam o país ao atraso e os trabalhadores e povo a inaceitáveis condições de exploração e injustiça», preparando-se, agora, para dar cobertura às propostas das grandes confederações patronais, tornadas públicas na sua «Posição Comum» e contempladas e assumidas já no «Relatório de Progresso” da Comissão do Livro Branco das Relações Laborais». Propostas que são «um escandaloso e brutal ataque aos direitos laborais dos trabalhadores» e «deitam por terra as suas hipócritas proclamações sobre preocupações sociais».
Efectivamente, o que estas propostas visam é a facilitação dos despedimentos individuais sem justa causa; a desregulamentação das condições de trabalho e a sua fixação arbitrária pelas entidades patronais; a possibilidade de redução dos salários; a fragilização da contratação colectiva. Tudo isto escondido «por detrás de bonitas palavras do “diálogo social”»!
Mais, a proposta de Orçamento para 2008 mostra que o governo «continua apostado em levar o país pelo pior dos caminhos: o da acentuação das desigualdades sociais».
Com novo tratado, Portugal perde
Entretanto, no mesmo dia em que mais de 200 mil trabalhadores se manifestaram contra esta política, realizou-se em Lisboa a Cimeira da União Europeia, que chegou a um acordo «histórico» sobre o chamado «tratado reformador» que, na realidade, é «uma má notícia para Portugal», que sai a perder: perde soberania com a redução do direito de veto e a transferência de competências fundamentais do Estado e das suas instituições democráticas para as instituições supranacionais e antidemocráticas da União Europeia, e perde peso no processo de decisão, tanto no Parlamento Europeu; onde fica com menos deputados, como na Comissão (onde deixa de ter direito a um comissário permanente), como no Conselho, onde perde influência. Entretanto, ganham as grandes potências, que «reforçam o seu controlo do processo de decisão da União Europeia» e avançam «no neoliberalismo, no federalismo e no militarismo».
«É a este projecto que o PCP clara e firmemente diz NÃO!», defendendo que o mesmo seja ratificação através de um referendo, após a realização de um amplo debate sobre o que está em jogo neste tratado.
Por fim, Jerónimo de Sousa reafirmou a profunda convicção do PCP de que é possível uma efectiva mudança no modelo de desenvolvimento que, em ruptura com as actuais políticas e económicas, tire o país «da estagnação, da prolongada divergência e do atraso que o prende à cauda da Europa».