Comunicado
Da Comissão Concelhia da Marinha Grande do Partido Comunista Português recebemos o comunicado que a seguir se transcreve na íntegra:
Em Conferência de Imprensa realizada no dia 2 de Outubro a Comissão Concelhia da Marinha Grande do PCP, tornou público que «João Barros Duarte de acordo com o PCP e correspondendo a uma questão há muito colocada deixaria a Presidência da Câmara a partir de dia 4 de Outubro». Como é conhecido isso ainda não se concretizou.
Analisando os desenvolvimentos ulteriores importa esclarecer que, a Comissão Concelhia da Marinha Grande do PCP fez, durante o período que mediou entre o dia 2 e 15 de Outubro, várias tentativas para conversar e aclarar a situação com Barros Duarte, nomeadamente com o envio de uma carta propondo-lhe um encontro para o dia 15 de Outubro. Tais tentativas foram goradas pela sua recusa sistemática. Apesar de se encontrar doente como foi tornado público, Barros Duarte deslocou-se várias vezes à Câmara, inclusive para um encontro com PS. Acresce também que no passado dia 19, o jornal Região de Leiria, dava conta de uma «declaração» de Barros Duarte afirmando que vai regressar à Câmara para trabalhar.
Tal comportamento e atitude de negação da palavra dada surpreendeu a Comissão Concelhia da Marinha Grande do PCP. Na verdade, nada fazia prever uma mudança de atitude de João Barros Duarte, recusando renunciar ao mandato «rasgando» o compromisso assumido.
A situação criada por Barros Duarte exige alguns esclarecimentos:
1 - O ainda presidente da Câmara sabe que corresponde inteiramente à verdade que a sua saída era uma questão há muito colocada e acordada entre si e o PCP.
2 - Na conversa havida entre o PCP e João Barros Duarte no dia 11 de Setembro, este colocou de imediato o seu lugar à disposição, acrescentando até a necessidade de se acelerar o processo da sua substituição.
3 – Assim, a Conferência de Imprensa e o conteúdo essencial da declaração política onde se anunciava a renúncia ao mandato por parte de João Barros Duarte foram, como é natural, objecto de acordo prévio do próprio. Aliás o actual presidente da Câmara disponibilizou-se mesmo a estar presente na conferência de imprensa para fazer a declaração, o que, como é conhecido, não cumpriu.
4 - O ainda presidente da Câmara sabe também que a questão da sua saída foi agora colocada pela necessidade de um trabalho mais articulado, mais dinâmico e mais colectivo por parte dos vereadores da CDU para dar um novo impulso à gestão autárquica com vista à concretização dos objectivos programáticos e à resolução mais célere dos problemas da população.
A Comissão Concelhia da Marinha Grande do PCP considera que, com esta sua atitude de sobreposição dos interesses pessoais aos interesses colectivos e de apego desmesurado ao poder, João Barros Duarte defraudou a confiança do seu Partido e camaradas, de todos quantos confiaram na CDU e no seu projecto e em larga medida as expectativas dos Marinhenses.
Sem prejuízo de outras avaliações e tomadas de posição ulteriores, não resta à Comissão Concelhia do PCP outra decisão que não seja a retirada de confiança política a João Barros Duarte, que daqui em diante passará a representar-se a si próprio.
Coerente com o seu projecto autárquico e a sua luta em defesa dos trabalhadores e da população da Marinha Grande o PCP, alertando para as manobras e campanhas oportunistas em curso de alguns principais responsáveis pela gestão desastrosa que nos últimos anos agravou a situação do concelho e da autarquia, reafirma a sua determinação em encontrar as soluções que melhor sirvam a população e o progresso da Marinha Grande.
Marinha Grande, 23 de Outubro de 2007
Analisando os desenvolvimentos ulteriores importa esclarecer que, a Comissão Concelhia da Marinha Grande do PCP fez, durante o período que mediou entre o dia 2 e 15 de Outubro, várias tentativas para conversar e aclarar a situação com Barros Duarte, nomeadamente com o envio de uma carta propondo-lhe um encontro para o dia 15 de Outubro. Tais tentativas foram goradas pela sua recusa sistemática. Apesar de se encontrar doente como foi tornado público, Barros Duarte deslocou-se várias vezes à Câmara, inclusive para um encontro com PS. Acresce também que no passado dia 19, o jornal Região de Leiria, dava conta de uma «declaração» de Barros Duarte afirmando que vai regressar à Câmara para trabalhar.
Tal comportamento e atitude de negação da palavra dada surpreendeu a Comissão Concelhia da Marinha Grande do PCP. Na verdade, nada fazia prever uma mudança de atitude de João Barros Duarte, recusando renunciar ao mandato «rasgando» o compromisso assumido.
A situação criada por Barros Duarte exige alguns esclarecimentos:
1 - O ainda presidente da Câmara sabe que corresponde inteiramente à verdade que a sua saída era uma questão há muito colocada e acordada entre si e o PCP.
2 - Na conversa havida entre o PCP e João Barros Duarte no dia 11 de Setembro, este colocou de imediato o seu lugar à disposição, acrescentando até a necessidade de se acelerar o processo da sua substituição.
3 – Assim, a Conferência de Imprensa e o conteúdo essencial da declaração política onde se anunciava a renúncia ao mandato por parte de João Barros Duarte foram, como é natural, objecto de acordo prévio do próprio. Aliás o actual presidente da Câmara disponibilizou-se mesmo a estar presente na conferência de imprensa para fazer a declaração, o que, como é conhecido, não cumpriu.
4 - O ainda presidente da Câmara sabe também que a questão da sua saída foi agora colocada pela necessidade de um trabalho mais articulado, mais dinâmico e mais colectivo por parte dos vereadores da CDU para dar um novo impulso à gestão autárquica com vista à concretização dos objectivos programáticos e à resolução mais célere dos problemas da população.
A Comissão Concelhia da Marinha Grande do PCP considera que, com esta sua atitude de sobreposição dos interesses pessoais aos interesses colectivos e de apego desmesurado ao poder, João Barros Duarte defraudou a confiança do seu Partido e camaradas, de todos quantos confiaram na CDU e no seu projecto e em larga medida as expectativas dos Marinhenses.
Sem prejuízo de outras avaliações e tomadas de posição ulteriores, não resta à Comissão Concelhia do PCP outra decisão que não seja a retirada de confiança política a João Barros Duarte, que daqui em diante passará a representar-se a si próprio.
Coerente com o seu projecto autárquico e a sua luta em defesa dos trabalhadores e da população da Marinha Grande o PCP, alertando para as manobras e campanhas oportunistas em curso de alguns principais responsáveis pela gestão desastrosa que nos últimos anos agravou a situação do concelho e da autarquia, reafirma a sua determinação em encontrar as soluções que melhor sirvam a população e o progresso da Marinha Grande.
Marinha Grande, 23 de Outubro de 2007