«Porreiro, pá!»
A sensação de dever cumprido por parte de Sócrates e Barroso na madrugada de 19 de Outubro, foi selada por uma lusa expressão do primeiro no final da conferência de imprensa sobre o novo tratado europeu. Convenhamos que não é para menos. Sócrates e Barroso, actual e antigo primeiro-ministro têm razões de sobra para se orgulharem, abraçarem e enfrascarem de «Murganheira» até de madrugada – assim consta que foi - com mais um prestável serviço ao grande Capital.
No currículo de Barroso, já descontando os tempos em que combatia de «livro vermelho» debaixo do braço o PCP, registam-se inúmeros feitos enquanto dirigente do PSD na condução da política de direita em Portugal. Assinalemos apenas dois da sua já longa folha de serviços: o actual Código do Trabalho que destruiu uma parte importante dos direitos laborais alcançados por Abril e a chamada Cimeira dos Açores que abriu caminho à invasão e ocupação do Iraque.
Quanto a José Sócrates chefiando um Governo do PS, abraçou com a mesma entrega – e sentido de Estado - a política de direita. Não perdeu tempo a aumentar o IVA (e os preços dos bens essenciais), fechou mais de 2000 escolas, e também, maternidades e urgências hospitalares, soube interpretar o sentimento dos «mercados», fez disparar o desemprego, a precariedade, o custo de vida e nunca a banca e os grupos económicos tiveram tantos lucros. Faltava-lhe, porém, um grande feito internacional, algo que projectasse a sua tão prestável eficácia em servir ricos e poderosos, pelo que, não desperdiçou a oportunidade de cumprir religiosamente as incumbências da anterior presidência alemã e o tratado foi alcançado.
«Porreiro, pá!» foi então a expressão que melhor ilustrou a satisfação destes dois senhores em mais uma machadada na soberania do seu próprio país. A euforia e entusiasmo acrítico com que a Comunicação Social dominante procurou impingir ao Povo português o «êxito» da cimeira, tiveram o seu clímax no momento desta tão popular confidência. Para traz dos holofotes ficam os prejuízos e os perigos que este tratado encerra, mas o que conta, é que se vai chamar «Lisboa».
E porque, no presente e no futuro, será impossível desligar a realização desta cimeira da histórica manifestação que reuniu mais de 200 000 trabalhadores. E porque, no presente e no futuro, desta manifestação resultou uma poderosa demonstração de força e confiança na luta por uma nova política e uma outra Europa dos trabalhadores e dos Povos, apesar de tudo, para todos os democratas, para todos os revolucionários, para todos os que lutam por um Portugal com futuro – sim para esses - o dia 18 de Outubro, foi um dia «porreiro, pá».
No currículo de Barroso, já descontando os tempos em que combatia de «livro vermelho» debaixo do braço o PCP, registam-se inúmeros feitos enquanto dirigente do PSD na condução da política de direita em Portugal. Assinalemos apenas dois da sua já longa folha de serviços: o actual Código do Trabalho que destruiu uma parte importante dos direitos laborais alcançados por Abril e a chamada Cimeira dos Açores que abriu caminho à invasão e ocupação do Iraque.
Quanto a José Sócrates chefiando um Governo do PS, abraçou com a mesma entrega – e sentido de Estado - a política de direita. Não perdeu tempo a aumentar o IVA (e os preços dos bens essenciais), fechou mais de 2000 escolas, e também, maternidades e urgências hospitalares, soube interpretar o sentimento dos «mercados», fez disparar o desemprego, a precariedade, o custo de vida e nunca a banca e os grupos económicos tiveram tantos lucros. Faltava-lhe, porém, um grande feito internacional, algo que projectasse a sua tão prestável eficácia em servir ricos e poderosos, pelo que, não desperdiçou a oportunidade de cumprir religiosamente as incumbências da anterior presidência alemã e o tratado foi alcançado.
«Porreiro, pá!» foi então a expressão que melhor ilustrou a satisfação destes dois senhores em mais uma machadada na soberania do seu próprio país. A euforia e entusiasmo acrítico com que a Comunicação Social dominante procurou impingir ao Povo português o «êxito» da cimeira, tiveram o seu clímax no momento desta tão popular confidência. Para traz dos holofotes ficam os prejuízos e os perigos que este tratado encerra, mas o que conta, é que se vai chamar «Lisboa».
E porque, no presente e no futuro, será impossível desligar a realização desta cimeira da histórica manifestação que reuniu mais de 200 000 trabalhadores. E porque, no presente e no futuro, desta manifestação resultou uma poderosa demonstração de força e confiança na luta por uma nova política e uma outra Europa dos trabalhadores e dos Povos, apesar de tudo, para todos os democratas, para todos os revolucionários, para todos os que lutam por um Portugal com futuro – sim para esses - o dia 18 de Outubro, foi um dia «porreiro, pá».